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Integração

Confira os destaques do interior alagoano #I07102020

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O ELEITORADO MUDOU

Este ano, pouco mais da metade dos atuais prefeitos vai disputar a reeleição. Um percentual diferente do de 2016, quando houve um grande número de candidatos à reeleição e boa parte perdeu o mandato, mostrando que o perfil do eleitorado está mudando. Estar no cargo pode ser considerada uma vantagem, mas não garante a vitória, nem se pode afirmar que é o favorito. O gestor tem que mostrar realizações e ser um prefeito participativo e principalmente interativo com a comunidade. 23,07% dos prefeitos que poderiam se reeleger optaram por não entrar na disputa em 2020. Apesar de parecer significativo, desde o primeiro pleito eleitoral municipal em que foi permitida a reeleição, em 2000, esse é o segundo percentual mais baixo de desistentes. Em 2008, 833 (19,86%) dos 4.194 prefeitos que poderiam permanecer no posto, em um segundo mandato, desistiram. Os dados, reunidos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) no estudo Eleições municipais em 2020 - Candidatos a reeleição, são parte de uma série de levantamentos técnicos para análise e divulgação de informações interessantes do pleito. As eleições municipais deste ano têm 19.164 candidaturas a prefeito (a) registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Os gestores em primeiro mandato estão presentes em quantidades bastante expressivas em todos os estados”, observa o estudo. Mas, em alguns, quase a totalidade dos atuais prefeitos tinha esse direito, como Rondônia (96%), Roraima (93%), Acre (91%), Rio de Janeiro e Amazonas (90%). Os de menor percentual são a Paraíba e o Piauí, com 70% e 69% respectivamente - “que mesmo assim representam a maioria dos municípios”, ressalva a CNM.

REELEIÇÃO VEM CAINDO

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Ao analisar a série histórica, a entidade explica que, nas primeiras disputas locais com reeleição, em média, 62% dos que pleiteavam a continuidade no governo obtiveram sucesso. Entretanto, no último pleito, em 2016, essa média caiu bastante. Isso provocou um aumento na quantidade de cidades que podem reeleger seus mandatários nas próximas eleições.

ELEITORADO

O perfil do eleitorado vem mudando, até porque as novas gerações que estão assumindo o comando do País são mais críticas, informados e principalmente não se deixam iludir por promessas. O novo eleitor “puxa a ficha” do candidato e quer saber quem ele é, o que fez na vida e principalmente se tem alguma mancha no currículo.

REDES SOCIAIS

As redes sociais são importantes para informar quem são os candidatos, que por sua vez querem usar esse espaço para dissimular seus “defeitos”, fazendo uma maquiagem para ficarem bonitinhos na foto. A informação jornalística, apurada e com credibilidade continua sendo a fonte de onde se pega a verdade sobre o candidato.

“INFLUENCER”

Os comentários e observações dos chamados “influencer” não servem como banco de dados para obter informações, até porque muitos são contratados pelos candidatos para emitir opiniões positiva sobre eles. Muitos desses políticos muitas vezes são até iludidos pelo “influencer”. O eleitor não é mais bobo e não vai mais nessa conversa.

JORNALISMO

O jornalismo sério e apurado ainda é a fonte com mais credibilidade para o eleitor, que não vai na conversa de quem usa as redes sociais para “influenciar” decisões. O novo eleitor tem independência e não aceita que seu “querido” ou “querida” das redes sociais o convença a votar em alguém. O que vale é a notícia jornalística apurada.

EXEMPLO

Em Alagoas, um candidato a deputado federal foi iludido por um “influencer” digital, que fez declaradamente campanha para ele, numa afronta inclusive à legislação eleitoral. O candidato perdeu a eleição, pois o eleitor e também frequentador das redes não foi na conversa fiada do “influencer”. O eleitor é crítico sabe quando alguém está sendo pago para induzi-lo a votar em determinado candidato.

FATOS E ARGUMENTOS

Os cestos onde os eleitores buscam as informações sobre os participantes da vida política continuam sendo os veículos de comunicação sérios. Nesse sentido, vale o ditado: contra fatos não há argumentos. Para saber quem são os candidatos, basta ir à internet para ver o histórico de notícias sobre o candidato e evitar a conversa mole do “influencer digital”.

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