Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I04122020
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ARAPIRACA: IMPASSE É POLÍTICO
O presidente da Câmara Municipal de Arapiraca, Jairo Barros, anunciou, no final da tarde de ontem, depois de ser chamado no Ministério Público, que iria votar uma parte da mensagem do pedido de suplementação orçamentária do Executivo Municipal. Segundo ele, em nota encaminhada à imprensa, os vereadores decidiram aprovar 5% dos 15% solicitados e os recursos devem ser apenas para o pagamento da folha de servidores e prestadores de serviços. O presidente da Câmara atacou a prefeita Fabiana Pessoa, classificando-a de “incompetente”, mas não apresentou argumentos técnicos para isso e, em entrevista à rádio 91.5 FM, ao radialista José Rocha, disse que, desde que a prefeita Fabiana Pessoa assumiu o cargo, vinha alertando a gestora para a necessidade de um “relacionamento” melhor com a Câmara, para quando chegasse a hora da necessidade, os entendimentos ocorrerem de forma mais natural possível. “Era um problema previsto. Sempre alertei dizendo: ‘Prefeita, tem que ter uma relação com a Câmara, você vai precisar da Câmara, para quando você enviar esses projetos, discutir com o corpo técnico da Câmara e da Prefeitura...não adianta você chegar com projeto em cima da hora para colocar em pauta, pensando que vai ter o respaldo dos vereadores”, disse ele. Contudo, na mesma entrevista, o presidente da Casa disse que a prefeita enviou o pedido de suplementação orçamentária no dia 11 de novembro, mas somente na semana passada os vereadores disseram que estavam faltando os balancetes de meses anteriores, que foram entregues sábado (28), por e-mail. Entretanto, os vereadores criaram outra condicionante, que é a redução do percentual e que, nesse primeiro momento, seria aprovada apenas a folha de pagamento e alguns serviços essenciais. Dessa forma, constata-se que a indisposição é mais problema político que técnico.
ARAPIRACA/SUPLEMENTAÇÃO
O presidente da Câmara foi enfático pela manhã durante a entrevista na 91.5 FM, dizendo que os vereadores não votariam esta semana o pedido de suplementação orçamentária. Jairo Barros voltou a afirmar que não se trata da velha prática do “toma lá, dá ca’”.
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ARAPIRACA/RECONHECIMENTO
O presidente da Câmara disse que reconhece que essa situação prejudica todo o município, como servidores, limpeza pública e os hospitais que fazem o atendimento médico. Segundo ele, os vereadores estariam “trabalhando inclusive de madrugada” para analisar o pedido de suplementação.
OBRAS E SERVIÇOS
Desde que a nova gestão assumiu a administração tem investido em obras de pavimentação asfáltica e conclusão de equipamentos urbanos que estavam inacabados, além da limpeza urbana, que melhorou consideravelmente. Essas ações do Executivo exigiram aumento de custos, o que está comprovado, segundo o Executivo, nas planilhas.
“TOMA LÁ, DÁ CÁ”
Sobre os comentários de que existiria nos bastidores uma tentativa da velha prática do “toma lá, dá cá”, ou seja, os vereadores estariam querendo algo em troca da aprovação do pedido de suplementação orçamentária, Jairo Barros disse que isso não existe e que era previsto que essa ilação surgisse. “Não quero nem comentar esse assunto”, disse ele.
HOSPITAL/LUCRO
O presidente da Câmara foi mais além na entrevista e enfatizou que os hospitais são empresas privadas e obtêm lucro com a atividade e por isso têm capital de giro e podem esperar um pouco mais pelo pagamento. “Eles devem ter capital de giro, já que a atividade tem lucro”, enfatizou Barros.
HOSPITAL/PACIENTES DE CÂNCER
Ficou claro que o serviço prestado pelos hospitais e clínicas conveniadas com o município não está na relação de prioridade dos vereadores. Vale lembrar que esses hospitais atendem pacientes com doenças como câncer e que o atendimento é crucial para a sobrevivência dos portadores da doença. A maioria são pessoas sem recursos para o atendimento privado.
MARAGOGI
O processo licitatório para início das obras do aeroporto de Maragogi foi concluído depois de imbróglio administrativo gerado por um recurso de um dos concorrentes. As obras devem começar em janeiro.
JAPARATINGA
Em Japaratinga, o prefeito eleito, Deo, e vice-prefeito eleito, Jau, protocolaram requerimento da formação da comissão de transição recomendada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os prefeitos eleitos até agora não tiveram acesso a nenhuma informação sobre a situação da administração municipal.