Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I09022021
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COBRE ALAGOANO É DE SERGIPE
A balança comercial de Alagoas, medida pela diferença entre as exportações e importações, encerrou o ano passado com um deficit de US$ 361,7 milhões, segundo dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. A balança comercial mostra que estamos importando mais que exportando. Uma diferença de quase 50%. Já a balança comercial no Brasil em 2020 comemora um superavit de 6,2% em relação a 2019. Segundo o levantamento do Ministério da Economia, no ano passado as exportações feitas por Alagoas registraram uma retração de 4,7% na comparação com 2019, quando as exportações renderam US$ 319 milhões. Pelo critério da média diária, que divide o saldo total pelo número de dias úteis, o crescimento somou 7%. O superavit brasileiro cresceu pela primeira vez depois de dois anos seguidos de queda. Em Alagoas, esse deficit poderá ser reduzido se houver medidas fiscais, para que muitos produtos alagoanos evitem ser exportados por Suape, em Pernambuco, ou Parque dos Coqueiros em Sergipe. Um dos casos que já mereceriam atenção não só do governo do Estado, mas também dos deputados estaduais, é com relação à produção do minério de cobre, que será exportado ainda este ano pela Mineradora Vale Verde, instalada em Craíbas e que pretende explorar a mina que lá existe por cerca de 15 anos, podendo ser ampliada para mais 35 anos. O que deveria preocupar as autoridades alagoanas é que todo o minério de cobre será exportado pelo Porto Sergipano de Parque dos Coqueiros. Isso significa que essa produção deverá ser contabilizada como de Sergipe. Além disso, ainda não se sabe como fica o Estado e os municípios dentro da Lei Kandir, que determina compensação aos entes de onde se origina o produto exportado.
MINERADORA/ECONOMIZAR
Segundo uma fonte da Mineradora Vale Verde (MVV), o minério de cobre arrancado do solo alagoano será exportado pelo porto sergipano de Parque dos Coqueiros, simplesmente porque será mais barato levar para lá e carregar os navios através de esteiras do que embalado em big bag (sacolas). A mineradora, dessa forma, economiza em seus custos de exportação.
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PORTO DE MACEIÓ
Segundo ainda a mesma fonte da MVV, o Porto de Maceió exporta alimentos e por isso a mineradora seria obrigada a exportar o minério embalado em big bag, para garantir que o cobre não contamine o terminal portuário. Essa decisão de segurança no transporte do produto elevaria os custos da mineradora, que prefere economizar exportando por Sergipe, mesmo percorrendo uma distância maior pela rodovia BR 101 com três horas de viagem.
LEI KANDIR
A Lei Kandir determina que os benefícios fiscais dados às empresas que exportam sejam compensados financeiramente desde que comprovem que os produtos são produzidos e exportados em seu território. No caso do minério de cobre, o buraco está sendo cavado em Craíbas para retirada do cobre, mas será exportado pelo Porto de Sergipe. E Alagoas fica com quê?
OBRAS/DEMISSÕES
A redução das obras que foram realizadas na MVV estão praticamente prontas. A empresa, que já chegou a contratar, através de terceirizados, cerca de 1.200 operários, deverá iniciar demissões a partir já de março, segundo a coluna conseguiu apurar junto às empresas terceirizadas. Muitos dos trabalhadores tinham esperança de continuar trabalhando.
OBRAS/DEMISSÕES 2
As demissões nas obras de implantação da MVV deverão atingir o número entre 800 e mil operários. Segundo conseguiu apurar a coluna junto a uma fonte da empresa, a mineradora só vai manter pouco mais de 400 postos de trabalho. A atividade de mineração é classificada como altamente perigosa à vida humana e ao meio ambiente, por isso a busca de reduzir ao máximo a presença de pessoas.
CRAÍBAS/PESADELO
O sonho tão falado de que muitos empregos seriam gerados em Craíbas começa a se desfazer, e uma nova realidade está se implantando e que serão os danos ambientais que virão com a enorme cratera que se abre, a partir de agora, na região Agreste. Aliado a tudo isso está a gigantesca barragem de rejeitos, que passa ser um pesadelo para toda a população. O novo prefeito de Craíbas, Teófilo Pereira, está bastante preocupado com a situação, já que o se pensava ser um sonho de desenvolvimento está se transformando em um pesadelo para todos os que moram no município. A MVV, já está sendo chamada de “nova Braskem”.