Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I12022021
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MINERADORA E A CARTA DO DESEMPREGO
A Mineradora Vale Verde (MVV), instalada em Craíbas para explorar cobre, uma das atividades industriais classificadas como altamente danosa ao meio ambiente e também perigosa para a comunidade que reside nas proximidades, emitiu ontem uma “carta aberta” em resposta às reportagens publicadas pela Coluna Integração, Blog Meio Ambiente e Turismo e o Boletim Integração da Rede Gazeta de Rádio, todos pertencente ao maior complexo de Comunicação de Alagoas, a Organização Arnon de Mello, que, através do jornalismo investigativo, sério e apurado, noticiou diversos problemas que envolvem a instalação e o futuro funcionamento da MVV. Na “carta aberta”, a Mineradora tenta justificar os pontos apontados nas reportagens, que despertaram a atenção da população para a realidade do que vai ocorrer em um futuro próximo como: prejuízos financeiros com operação de exportação por Sergipe, que agora depois da denúncia está sendo reavaliado; a compensação ambiental que foi transformada em depósito de financeiro, no valor de R$ 3,2 milhões, em favor do IMA; demissão de 1.600 operários diretos e indiretos a partir de março e o uso da água da Adutora do Agreste, que foi construída com dinheiro público, para abastecimento humanos e não industrial em 2014.
USO INDUSTRIAL/ADUTORA
Em 2020, foi autorizada a derivação para a mineradora, que não pagou nada pela instalação desse bem público. Vale lembrar que a Adutora do Agreste foi projetada para o abastecimento humano a longo prazo e passou a ser compartilhada para uso industrial. Segundo uma fonte da própria Casal, já sente o impacto da derivação, problema que deverá se agravar ainda mais quando as atividades industriais chegarem ao pleno funcionamento.
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NOTA DA CASAL
Em nota a nossa coluna, a Casal também tenta justificar a derivação afirmando que o consumo é muito pouco. “Esse sistema vai produzir até 1.500 metros cúbicos de água por hora, podendo destinar até 500 metros cúbicos para a MVV, sem nenhum prejuízo para a população local. Porém, a MVV consome muito menos do que o que será disponibilizado a ela”, diz a nota.
EXPORTAÇÃO/SERGIPE
Na “carta aberta”, a MVV não é clara quanto ao porto que será exportado o cobre, mas diz que a compensação financeira da Lei Kandir será creditado para Alagoas, desde que seja informado a origem da produção. Para isso a Sefaz-AL deverá ser rigorosa na fiscalização de cada carta de cobre.
QUAL PORTO?
A “carta aberta” diz que a mineradora está realizando estudos “logísticos”, entre o Porto de Maceió, que fica a pouco mais de uma hora de viagem, e o Porto de Parque dos Coqueiros, em Sergipe, a três horas e meia de viagem. Contudo, deixaram de informar que talvez o motivo sejam os custos que terão com o uso de big bags para transportar por Maceió.
BIG BAG/CUSTO ALTO
Big Bag são embalagens tipo grandes sacos de um tecido impermeável para embalar minérios perigosos e contaminantes em portos que também exportam alimentos, como no caso de Maceió. Isso implica aumento dos custos de transportes que talvez a Mineradora Inglesa Vale Verde não queira ter.
FALTA ÁGUA
Mesmo com todas as argumentações, a realidade é que tanto Arapiraca quanto Craíbas tiveram os problemas de falta de água agravados. Um problema crônico da Casal, que hoje distribui mais contas para pagar que água à população. Hoje, na verdade, a empresa não fornece água, mas contas com taxa mínima.
PREFEITURA/ARAPIRACA
O serviço de fornecimento de água nos municípios é uma concessão da prefeitura, que pode romper o contrato e promover uma licitação para que qualquer empresa concorra à prestação desse serviço, ou o próprio município assuma a atividade. Em Arapiraca, a decisão está nas mãos do prefeito Luciano Barbosa, que pode resolver o problema.
MARAGOGI/EQUATORIAL
Em Barra Grande, o vice-prefeito Gabriel Vasconcelos, de Maragogi, e o secretário Paulo Vargas resolveram, com a Equatorial, de forma definitiva, as constantes quedas de energia. A empresa foi informada de problemas em um poste de rede em uma das ruas principais. A Equatorial mostrou mais uma vez eficiência e compromisso com os consumidores. Qualquer problema é só ligar 0800 082 196, ou 2126 9200. A atenção deve ser maior em caso de falta de energia. Nada de ficar esperando que o vizinho entre em contato.