Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I06032021
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“Máfia da Metralha” vai continuar?
O Ministério Público Estadual (MPE) deve iniciar as investigações sobre a denúncia da “Máfia da Metralha”, denunciada pelo vereador e delegado Fábio Costa, que fez uma minuciosa investigação sobre o funcionamento da empresa Aliança, localizada em uma área pública pertencente a Prefeitura e dentro da Área de Preservação Ambiental (APA) do Catolé, onde fica o mais importante manancial hídrico de abastecimento de Maceió. O contrato de cessão de uso dessa área, ainda segundo o vereador, foi realizado com a Associação dos Transportadores de Resíduos de Alagoas (Atral), sem fins lucrativos, mas, de fato, quem operava era a empresa Aliança, que cobrava pelo recebimento dos resíduos. O vereador fez um relato detalhado de como funcionava o esquema e, na última quinta-feira (4), protocolou representação ao MPE, denunciando os envolvidos e solicitando rigoroso processo investigatório, além de solicitar, também, à Prefeitura de Maceió toda documentação que envolva a empresa Aliança. A área, que ele ocupava, e a identificação de todos que permitiram que a empresa ocupasse uma área pública dentro de uma APA para fins de destinação de resíduos contaminantes. O vereador acredita que a “Máfia da Metralha” envolve mais pessoas e, inclusive, estariam interessados na atual gestão, em permitir que o esquema continue.
Operação abafa
A denúncia do vereador delegado Fábio Costa ecoou na Assembleia Legislativa, onde a investigação do MPE pode chegar. Imediatamente, um grupo está se organizando para realizar a “operação abafa”, buscando pressionar as autoridades a desistirem de investigar as operações da chamada “Máfia da Metralha”, que lucrou milhões. Contudo, todos confiam na imparcialidade do MPE, que vai apurar rigorosamente tudo.
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Atral/CNPJ
O vereador e delegado Fábio Costa, em suas investigações, conseguiu apurar diversas ilegalidades que teriam sido cometidas pela empresa Aliança, na área da prefeitura na APA do Catolé. Foi que o CNPJ da ATRAL, beneficiado com a cessão da área, foi suspenso em 2018 e, assim mesmo, o esquema continuava operando na APA do Catolé, sem que a prefeitura de Maceió questionasse o cancelamento do contrato.
IMA/ação
Todo esquema, ainda, segundo o vereador e delegado Fábio Costa, só cessou depois que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) fez uma operação na área ocupada pela empresa Aliança e constatou inúmeros crimes, começando pela devastação de parte da APA, falta de licenciamento ambiental, recebimento de resíduos para processamento sem autorização, além de ocupação de uma área pública sem autorização.
Sedet/cancelamento
Os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente de Maceió (Sedet) também fizeram fiscalização na área, onde operava a empresa Aliança, e constataram a ilegalidade do funcionamento, como diversos crimes ambientais cometidos, além de estar ocupando uma área pública ilegalmente.
Esquema/Volta
Desde que o prefeito JHC assumiu vem sendo assediado para que o esquema da “Máfia da Metralha” volte a operar. Contudo, segundo uma fonte da Prefeitura, o prefeito ainda não sabia que o “lobby” envolvia um esquema que vem sendo investigado. A pressão tem sido grande junto ao prefeito que, agora, tem todas as informações sobre o esquema.
Audiência/MP
Uma audiência no MPE foi agendada pelo Promotor de Justiça Alberto Fonseca, para a próxima quinta-feira (11), com os empresários Thiago Milones e Dagoberto Omena, donos da empresa Aliança, além dos representantes do IMA e da Sedet. O objeto da audiência seria para que a empresa apresentasse um plano de recuperação dos danos ambientais causados na APA.
Audiência/MP 2
Em uma audiência anterior, promovida pelo MPE, foi ventilada a possibilidade da empresa voltar a operar na mesma área. Pasmem. Isto mesmo, com todas irregularidades cometidas e constatadas, essa possibilidade chegou a ser ventilada. Resta saber se isso será possível após a denúncia apresentada pelo vereador e delegado Fábio Costa. Seria possível isso?