Integração
Confira os destaques do interior alagoano #I03032022
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Vereador denuncia V2 e aterro sanitário
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, delegado Fábio Costa, denuncia a V2 Ambiental por irregularidades e violações das leis ambientais. Inclusive, encaminhando documentos e relatórios ao Ministério Público Federal, solicitando investigação sobre os crimes de transbordamento e infiltração do chorume no solo, continuidade no depósito de resíduos no entorno, erosões, rupturas, falta de drenos para os resíduos líquidos e para extração de gases que são gerados pela decomposição, ausência de tratamento e destinação correta do chorume, ausência de cercas que delimitam a área (o que permite que qualquer pessoa tenha acesso ao local). O parlamentar que tem a missão na Câmara de fiscalizar a situação ambiental na capital realizou pessoalmente uma visita de fiscalização ao aterro sanitário administrado pela V2, onde constatou os crimes ambientais relatados.
Vereador/declaração
“A empresa assumiu no contrato de concessão, há mais de dez anos, uma série de medidas de recuperação do vazadouro (lixão) de Cruz das Almas, em sua totalidade. O que nós vimos é que ela deixou de cumprir diversas obrigações contratuais, chegando inclusive, a ser autuada em quase R$1.000.000,00 (um milhão de reais) pelo Instituto de Meio Ambiente (IMA) por danos ambientais encontrados na localidade durante fiscalização”, confirma Fábio Costa.
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Podia ter sido evitado
De acordo com o vereador, diversos acontecimentos poderiam ter sido evitados. Isso caso o projeto básico fosse cumprido. “Houve um grande investimento por parte da Prefeitura de Maceió para desativar e recuperar o antigo lixão e hoje o que vemos é uma verdadeira omissão por parte da empresa responsável na recuperação ambiental daquela área”, lamenta.
Chorume
Outro agravante é que veículos, com cargas de chorume do aterro sanitário, estão despejando substância líquida, densa, escura e fétida diretamente nos dutos do emissário submarino sem que tenha sido observado qualquer tipo de tratamento para reduzir ou neutralizar a carga extremamente poluidora que é pertinente ao chorume.
Providências urgentes
“Se não cuidarmos do problema agora, que futuro nós vamos deixar para os maceioenses? Vai chegar um tempo (que já estamos vivendo) em que as nossas praias ficarão impróprias para banho, além de exalar um cheiro desagradável àqueles que caminham em nossa orla. Esse é o meu papel, estarei fiscalizando e levando às instituições situações de desrespeito ao meio ambiente e à população”, afirma.
Mineradora/denúncia
Nossa coluna e o blog meio ambiente e turismo da Gazetaweb voltou a receber denúncia dos operários da Mineradora Vale Verde. O representante dos trabalhadores voltou a denunciar a situação de insegurança e insalubridade vivida pelos operários sejam da operação, seja da própria administração, o que aponta para um ambiente totalmente perigoso à vida humana. Abaixo vamos postar na íntegra o pedido de socorro dos trabalhadores, que vamos preservar a identidade devido ao ambiente de pressão na empresa.
Mineradora/denuncia 2
A mensagem foi enviada por e-mail pelo trabalhador que se denomina “R”: “Oi, boa noite. Obrigado mesmo. A resposta que deram sobre o EPI não é convincente. Quem está na operação não vai pro refeitório e nem para o vestiário de óculos. Ninguém é orientado para ir com o equipamento de proteção, fica caindo cisco no nosso olho, nossa pele coçando, cabelo nem se fala, parece que tem cobre em todo canto.
Mineradora/denúncia 3
“E se a situação está assim, devemos ter direito a adicional de insalubridade! É injusto que nós da operação e a equipe do administrativo não recebam, pois ficamos o dia inteiro expostos. Não tenho relato de pessoas doentes nem informações, não chegou nesse nível. MVV cadê o adicional de insalubridade? Envio algumas fotos e gostaria de ficar no anonimato. Obrigado. R”.
TCU/Resíduos sólidos
O Tribunal de Contas da União (TCU) discutiu a situação da matriz de resíduos sólidos com representantes dos municípios em audiência e falta de cumprimento da Lei Federal, que já determinou o encerramento dos lixões em julho de 2014, sendo Alagoas o único a cumprir esta determinação, sendo exemplo de cuidado com meio ambiente. Alagoas demonstra que é possível destinar corretamente o lixo produzido pelas cidades e basta apenas vontade política.