loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > colunistas > Integração

Integração

Confira os destaques do interior alagoano #I04032022

.

Ouvir
Compartilhar

Apoio a reforma tributária

Os prefeitos se manifestaram favoráveis à reforma tributária através da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que emitiu uma nota oficial. “Em nome do movimento municipalista, vem a público reafirmar o apoio ao relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que promove a Reforma Tributária Ampla sobre o Consumo, bem como reforçar o pedido de que seja dada a garantia de que nenhum Município terá queda de receita. A entidade destaca que é urgente a atualização do sistema tributário brasileiro, a fim de que se tenha a simplificação, a melhora no ambiente de negócios, a ampliação da segurança jurídica e, consequentemente, o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Importante esclarecer que, diferentemente do que alguns setores afirmam, não é verdade que a reforma beneficia apenas os pequenos Municípios. Estimativas da CNM apontam que mais de 99% dos Municípios mais pobres ganharão com a reforma. Quanto aos Municípios do chamado G-100, grupo com grande população e baixa arrecadação, o percentual que ganha é de 95%. Em um comparativo sem considerar nenhuma regra de transição, 762 Municípios reduziram a participação no bolo tributário. Mesmo diante desse cenário, reconhecendo a importância de garantir que nenhum Ente tenha queda de arrecadação, a CNM construiu junto com o senador Roberto Rocha a inclusão, no novo relatório, da garantia, na forma de um seguro receita, que estabelece por 20 anos um patamar mínimo de arrecadação para todos os Entes, igual ao exercício anterior à mudança da regra corrigido pela inflação. Dessa forma, nenhum Município terá perda real, com exceção de poucos paraísos fiscais que ultrapassam o triplo da média per capita”.

Beneficia os mais pobres

Dessa forma, o verdadeiro viés da reforma é o de beneficiar os municípios mais pobres. Além disso, pretende garantir à população mais transparência e justiça, na medida em que o produto da arrecadação retorna para a localidade em que vive o consumidor que pagou o imposto. O chamado índice de Gini, que mede a desigualdade entre os municípios, cairá cerca de 25% com as mudanças, seja pela aplicação do princípio do destino ou pela repartição da cota-parte municipal com base na população.

Shorts Youtube
Play
Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Play
Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Play
Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Play
Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Play
Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

Autonomia

Ao reduzir a concentração de receitas nos municípios e proporcionar uma distribuição mais justa dos recursos, reduzindo significativamente a desigualdade no país. Nesse cenário, a CNM vem defendendo que sejam respeitadas as premissas apresentadas pelo movimento municipalista, sendo assim preservando a autonomia dos municípios, fortalecendo o federalismo brasileiro e gerando impactos positivos concretos e significativos para toda a sociedade brasileira.

Bens e serviços

Adoção do princípio do destino no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com a definição do imposto devido no estado consumidor e de critérios mais adequados para a distribuição da cota-parte do IBS entre os entes locais do Estado, sendo 60% pela população, 5% repartido em partes iguais pelos Municípios de cada Estado e 35% conforme lei estadual.

Critério populacional

A CNM defende o critério populacional por ser efetivo em alocar recurso proporcionalmente à demanda pela prestação de serviços públicos, porém, como apresenta um viés concentrador em centros urbanos, a negociação também enfatizou a necessidade de uma cota igualitária, que atende à necessidade de serviços dos municípios que não é proporcional à população, como a criação de malha viária, transporte público para deslocamentos da população por grandes distâncias em municípios de perfil rural, entre outros aspectos importantes.

Conselho Federativo

Gestão paritária do IBS entre estados e municípios no Conselho Federativo, órgão que ficará responsável por toda a operacionalização da arrecadação e distribuição com imposto. Competência para que os municípios definam suas próprias alíquotas no IBS, garantindo autonomia para que pratiquem com liberdade a alíquota que melhor se adequar às respectivas realidades.

IBS

Participação dos municípios na distribuição dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Regional em percentual proporcional à contribuição para a formação do Fundo, que virá dos recursos do crescimento do IBS.

Arrecadação

Participação dos municípios na distribuição da arrecadação do Imposto Seletivo, com o mesmo critério do atual IPI, 24,5% pelo Fundo de Participação dos Municípios. Obrigatoriedade de atualização do IPTU uma vez a cada quatro anos, por meio de decreto, mecanismo fundamental para o fortalecimento dessa importante arrecadação própria e bem como a ampliação da incidência do IPVA sobre veículos aquáticos e aéreos.

Relacionadas