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Confira os destaques do interior alagoano #I12062024
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Destruição ambiental
A retirada de areia para fechar a “caverna do apocalipse”, aberta pela Braskem durante quase 50 anos em Maceió, está gerando um passivo ambiental. Dessa vez em outra parte de Alagoas: o município de Feliz Deserto. Um cenário terrível está se formando no pequeno município, que hoje desabrocha para o turismo internacional, com grandes possibilidades da chegada de investimentos imobiliários que agora estão em risco.
Volume da destruição
Todos os dias, a quantidade de areia retirada do solo de Feliz Deserto equivale a 600 mil/m3, ou 1.700 toneladas, ou seja, uma piscina olímpica é aberta todos os dias, deixando um cenário de crateras cheias de água, às margens da rodovia AL 101 sul, que hoje serve de paredão de contenção da pressão da água, que formou um açude sujeito a rompimento, segundo ambientalista que estiveram na região.
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Rodovia já apresenta problemas
Os motoristas que realizam o transporte alternativo entre Piaçabuçu, Feliz Deserto, Coruripe, Jequiá da Praia e Roteiro denunciam que a pista de rolamento vem sendo destruída em todo o trecho, por onde passam as caçambas, que fazem o transporte da areia 24 horas por dia. Segundo estimativas realizadas, são cerca de 720 viagens por mês.
O peso de cada caçamba
Cada caçamba transporta 25m3, ou seja, 70 toneladas, mas, nesse período invernoso, com a areia molhada, o peso triplica. Isso é o bastante para destruir a pista de rolamento por onde passam. O pior é o que estão deixando, no pequenino município de Feliz Deserto, um cenário de Marte, com muitas crateras e água cercando a cidade.
FPM com aumento de 30,67%
A primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios do mês de junho, já depositada nas contas das prefeituras, apresentou um aumento de 30,67% em relação à mesma quota do ano passado. No total foram depositados nas contas R$ 8.332.864.540,53. De acordo com levantamento da CNM, as prefeituras receberam R$ 6,3 bilhões no mesmo período do ano anterior, mas o crescimento fica em torno de 26% quando se retira o efeito da inflação.
2024 positivo para os municípios
De janeiro até agora, os cofres municipais receberam R$ 94,1 bilhões. Destaca-se que em nenhum mês o repasse foi menor do que no ano passado, quando, na mesma época, o fundo havia transferido R$ 83 bilhões aos 5.568 municípios. “A arrecadação da base de cálculo do FPM cresceu R$ 8,69 bilhões no primeiro decêndio de junho, passando de R$ 28,3 bilhões para R$ 37 bilhões”, explica o levantamento da CNM.
IPI e IR
Isso foi resultado do prazo final para declaração do IR, que recolheu R$ 7,23 bilhões, e do aporte de R$ 1,32 bilhão de imposto de pessoa física e do R$ 1 bilhão a mais recolhido com pelo IPI.
Resultado positivo em 13,41%
O resultado positivo, conforme mostram os dados da CNM, é de 13,41% ou de 9,04%, retirando o efeito da inflação do período. A entidade acompanha o fenômeno e aconselha os municípios a considerarem a previsão de baixo crescimento da economia do País e não apenas as cifras para repassar as suas localidades. Além disso, a expectativa para o FPM é de crescimento moderado nesse segundo semestre. Não há previsão de que os recursos tenham o mesmo crescimento de 2021 e 2022.