Turismo
Falta de fiscalização náutica preocupa setor turístico em Alagoas

Fiscalização náutica
A atividade turística em Alagoas corre o risco de sofrer desgastes devido à falta de fiscalização rigorosa por parte das instituições e órgãos responsáveis pelo controle de embarcações. O perigo que ronda as praias é iminente: pessoas embriagadas, inabilitadas e sem qualquer senso de responsabilidade pilotam lanchas e, principalmente, jet skis. Para empresários do setor turístico, já existe uma tragédia anunciada, que pode ocorrer a qualquer momento.
Denúncias constantes
Desde o início da temporada turística, redes sociais têm exibido vídeos de embarcações colocando em risco a vida de banhistas. O problema se repete em diversos destinos turísticos de Alagoas, resultado da deficiência na fiscalização, aliada à falta de empenho e determinação para pôr fim a essas práticas.
Tragédia anunciada
Segundo empresários da hotelaria em Maragogi, pessoas que antes alugavam jet skis em destinos como Porto de Galinhas e Praia dos Carneiros – onde a prática passou a ser proibida – migraram para Maragogi. Lá, a frouxidão e a omissão das autoridades têm favorecido a prática criminosa de alugar essas embarcações a qualquer pessoa, seja adulta ou menor de idade, habilitada ou não.
Em perigo
Classificada como a quarta melhor praia do Brasil, a Praia de Antunes, em Maragogi, encontra-se sob ameaça constante da atuação criminosa de pilotos de jet ski, colocando vidas em risco. Os arruaceiros alugam as embarcações indiscriminadamente e ainda realizam manobras perigosas para demonstrar poder e impunidade, favorecidos pela ausência de fiscalização efetiva dos órgãos competentes.
Fiscalização
A Marinha do Brasil é o principal órgão responsável pela fiscalização, podendo proibir e punir os arruaceiros que colocam a vida de banhistas em perigo. Segundo apuração, a Polícia Militar em Maragogi tem cumprido seu papel, realizando apreensões de embarcações envolvidas em irregularidades.
Em silêncio
Uma das instituições que representam empresários do turismo no Litoral Norte, o Costa dos Corais Convention, tem se mantido em silêncio, limitando-se a contabilizar os recursos recebidos por meio de convênios com o governo do Estado. Empresários denunciam a omissão da entidade, que, em plena alta temporada, teria entrado em “férias”.
Força-tarefa
Enquanto ainda há tempo, é urgente a formação de uma força-tarefa para reprimir a atuação de arruaceiros que pilotam e alugam jet skis de forma irregular em Alagoas. Marinha, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Ministérios Públicos Federal e Estadual e até o ICMBio – frequentemente esquecido – precisam atuar de forma integrada. Caso nada seja feito, a temporada poderá terminar com o registro de tragédias irreversíveis.
“Novos-ricos”
O perigo causado por embarcações pilotadas por arruaceiros também ameaça famílias de banhistas na Barra de São Miguel, um dos destinos mais procurados pelos alagoanos durante as férias. Parte do problema está associada aos chamados “novos-ricos”, que buscam se afirmar como destaque na praia promovendo arruaças com suas embarcações. Sem estilo ou educação, acabam se tornando motivo de constrangimento e risco para os demais frequentadores.
