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Pa�s vive cen�rio de terror ap�s chacina

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Matamoros, México ? Em atos mais afeitos a grupos terroristas, o narcotráfico mexicano respondeu com carros-bomba, novas chacinas e o desaparecimento de um promotor à pressão do governo pelo massacre de 72 imigrantes ilegais, na última segunda-feira. Dois carros-bomba explodiram na sexta-feira em Ciudad Victoria ? capital do Estado de Tamaulipas, o mesmo de San Fernando, onde foram encontrados os corpos. Um deles provocou danos materiais na sede local da emissora Televisa, a maior do país. O episódio foi interpretado como uma tentativa de intimidar a mídia local. Segundo o presidente mexicano, Felipe Calderón, o promotor Roberto Jaime Suárez, que investigava o massacre de San Fernando, está desaparecido desde a quarta-feira. Ele chegou a ser declarado morto, após dois corpos terem sido encontrados em uma estrada, mas depois a notícia foi desmentida por Calderón. Presidente diz que situação é crítica | FLÁVIA MARREIRO - Folhapress Caracas, Venezuela ? O presidente do México, Felipe Calderón, classificou de ?barbárie?? o massacre de 72 imigrantes atribuído ao narcocartel Zetas. Disse que o país passa por ?um momento crítico?? e pediu a apoio à política de segurança oficial. ?Isso que diziam que [os narcotraficantes] tinham certos códigos de ética não é certo. São simplesmente bestas. Há que combatê-los com tudo??, disse o presidente à rádio Fórmula. ?Necessitamos de uma força superior que os enfrente e, até o momento, só contamos com as Forças Armadas??, continuou. O massacre dos imigrantes foi o mais recente da série de demonstrações de poder e de violência extrema dos cartéis da droga que têm potencializado as críticas à política de segurança do governo. Na sexta-feira, membros da Marinha do México localizaram dois corpos ? entre eles o de um agente do Ministério Público que investigava o massacre.

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