Internacional
Ch�vez � acusado de usar ossos de Bol�var em ritual
Caracas, Venezuela ? Em plena campanha para as eleições legislativas, cruciais para o futuro político do país e o projeto revolucionário de Hugo Chávez, os ossos de Simón Bolívar têm sido um combustível a mais para o debate. Na extremamente católica Venezuela, uma onda de boatos se espalhou sobre se o presidente seria adepto da religião afro-cubana chamada santería. A exumação dos restos do herói da libertação em meados de julho, no Panteón Nacional, acendeu o debate sobre um tema que apenas era comentado na surdina: a suposta paixão de Chávez pelo além. ?Esse esqueleto reluzia. Saiu uma luz. Parecia um menininho, dava vontade de pegá-lo no colo. E tinha o peito firme como o de um soldado?, disse Chávez, alegando ter chorado de emoção no momento da abertura do túmulo, e desde então acusado por seus detratores de profanar tumbas, de necrofilia e de pretender reescrever a História. Símon Bolívar, dúvida e exumação Chamado de George Washington da América Latina, Símon Bolívar foi um revolucionário sul-americano nascido em Caracas, no Vice-Reinado de Nova Granada, posteriormente Venezuela, que dedicou sua vida à luta contra a presença espanhola na América do Sul. Filho de família ilustre e abastada, fazendeiros de origem espanhola, tornou-se órfão aos nove anos. Bolívar foi educado sob os cuidados de Simón Carreño Rodríguez (1771-1854), pedagogo revolucionário, que lhe infundiu o amor à liberdade. Viajou para a Espanha (1799), para completar seus estudos.