Internacional
Pa�ses ainda sob o fantasma dos golpes militares
Duzentos anos depois do início de sua independência ? a maioria, inclusive, comemorando o bicentenário este ano ? países da América do Sul ainda demonstram dificuldades em consolidar sua democracia por meio do fortalecimento de instituições locais. O caso mais recente, o do Equador, em que o presidente Rafael Correa ameaçou dissolver o Congresso após seu governo mergulhar numa crise, mostra, segundo especialistas, que o processo ainda pode ser longo. Desde a redemocratização, em 1979, o Equador mostra-se muito volátil politicamente, situação agravada com o forte peso que os militares exercem na política. Tanto que os rumores de golpe contra Correa, na semana passada, só foram descartados quando o chefe das Forças Armadas foi à imprensa declarar que apoiava o presidente. Ao lado do Equador, em maior ou menor grau, podem-se incluir Bolívia, Venezuela, Argentina, Colômbia e Peru na lista de países em que o poder central (o Executivo) desempenha um papel ?autoritário e de interrupção sistemática ? ou tentativa de ? do funcionamento das instituições, o que acaba esvaziando o processo democrático?, acredita Antônio Celso Alves Pereira, professor de Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).