Internacional
Obama sofre queda de prest�gio tamb�m no exterior
Washington, EUA ? O presidente dos EUA, Barack Obama, nem terminou sua viagem à Ásia, mas já é visto como o grande perdedor após ser crucificado no G20 pelas políticas econômicas norte-americanas e ver naufragar o acordo de livre comércio com a Coreia do Sul. Pouco depois da derrota nas eleições para o Congresso, quando a oposição retomou controle da Câmara dos Representantes, a situação interna se complica ainda mais para Obama com a queda de prestígio no exterior. O racha entre os EUA e as demais potências do G20, especialmente tradicionais aliados como Reino Unido e Alemanha, culminou numa cúpula em Seul finalizada sem resultado de impacto. A imprensa norte-americana afirmou em uníssono que os fracassos na Ásia deixaram líderes mundiais questionando a autoridade dos EUA. Foram notadas principalmente as críticas à decisão (autônoma) do Fed de injetar mais US$ 600 bilhões na economia norte-americana e a reviravolta na posição da China, que de vilã manipuladora de moeda passou a dar sermões a Washington no tema. Lula faz último discurso no G-20 | FABIANO MAISONNAVE - Folhapress Seul, Coreia do Sul ? Em seu último discurso na cúpula do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu ontem contra os reflexos de ?decisões unilaterais? de países ricos na economia mundial, fez vários autoelogios e pediu ajuda à África. ?Eu não gosto de falar do futuro, porque o futuro a Dilma pertence, presidente nova no Brasil a partir de 1º de janeiro. Mas quero dizer pra todos vocês que o Brasil vive o seu melhor momento desde 1961?, afirmou Lula, com a presidente eleita e aliada ao lado. Lula usou a maior parte do discurso para fazer um balanço positivo do seu governo: disse que o Brasil vai cumprir as metas do milênio, lembrou que o país foi um dos primeiros a sair da crise e ressaltou que Dilma não receberá uma ?herança maldita?. ?A crise no Brasil durou praticamente seis meses, entre outubro e março. Um dia depois, todos os setores da economia já estavam se recuperando a partir de uma decisão de governo, de fortalecer o mercado interno como base do desenvolvimento econômico?, afirmou Lula, na reunião com os demais chefes de Estado do G20 e convidados.