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Governo iraniano soltou Sakineh, afirmam ativistas

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Um grupo de ONGs ligadas à ativista iraniana Mina Ahadi disse ontem que foi libertada Sakineh Ashtiani, 43, que aguardava desde 2006 a execução por apedrejamento pelo crime de adultério. De acordo com Ahadi, além de Sakineh, foram soltos o filho dela, Sajjad, o seu advogado, Houtan Kian, e dois repórteres do diário alemão Bild. Eles foram presos em outubro passado durante uma entrevista, no escritório de Kian, em Tabriz, onde fica a prisão. ?É o dia mais feliz da minha vida?, afirmou Ahadi em entrevista ao diário britânico Guardian. ?Estou feliz pelo filho dela, que lutou sozinho e bravamente, no Irã, para defender a mãe e dizer que ela era inocente?. Do exílio na cidade de Colônia, na Alemanha, a ativista, membro do banido Partido Comunista do país, atua como uma espécie de porta-voz dos familiares da presa, sendo responsável até por contratar seus advogados. Foi graças à ativista que o caso de Sakineh alcançou a agenda da mídia mundial. Ela atraiu a atenção por meio de um abaixo-assinado on-line que recebeu a assinatura de várias celebridades, inclusive brasileiras. Há 4 anos no corredor da morte | FOLHAPRESS O drama de Sakineh começou há cerca de quatro anos, quando ela foi condenada à pena de morte por apedrejamento pelo crime de adultério. Há diversos relatos de irregularidades no processo. A mais grave trata da abertura de dois trâmites paralelos sobre o suposto relacionamento da iraniana com o assassino do marido. No primeiro, concluído já em maio de 2006, Sakineh foi considerada culpada de ter tido um relacionamento ilícito e punida, diante do filho, com 99 chibatadas. No segundo ela foi condenada à morte por apedrejamento pelo crime de adultério.

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