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Nº 5713
Internacional

Ouvindo “vozes”, homem invade escola e esfaqueia 9 crian�as

Seul – Armado com duas facas de cozinha e dizendo obedecer a vozes interiores, um homem esfaqueou nove crianças ontem na lanchonete de uma escola religiosa de Seul. Uma professora da pré-escola Presbiteriana Nungdong disse que o incidente durou 15 minut

Por | Edição do dia 05/09/2002 - Matéria atualizada em 05/09/2002 às 00h00

Seul – Armado com duas facas de cozinha e dizendo obedecer a vozes interiores, um homem esfaqueou nove crianças ontem na lanchonete de uma escola religiosa de Seul. Uma professora da pré-escola Presbiteriana Nungdong disse que o incidente durou 15 minutos, na hora do almoço. “Este louco estava atacando as crianças quando eu cheguei e o vi”, disse Bang Eun-kyung, 36, soluçando e com as roupas manchadas de sangue. O agressor foi identificado como Hwang Bom-nae, um desempregado de 53 anos. Ele foi interrompido pela professora Bang e levado para a rua, onde algumas pessoas ajudaram a dominá-lo até a chegada da polícia. Do lado de dentro, no refeitório, havia poças de sangue e pratos de comida das crianças deixados pela metade. A polícia disse que duas crianças estavam sendo operadas. Segundo a agência Yonhap, três dos alunos tiveram ferimentos graves na cabeça e no pescoço. Um menino com a cara enfaixada foi visto nos braços da sua mãe, que estava em estado de choque. A polícia afirmou que Hwang tem antecedentes criminais e de doença psiquiátrica. “Mesmo agora não estou em sã consciência, como não estava naquela hora. Não tenho nem idéia de quantas crianças esfaqueei”, declarou ele, algemado, à polícia, perante os jornalistas. Segundo a Yonhap, o agressor declarou que ouviu vozes na noite de terça-feira dizendo que ele seria morto se não matasse alguém. “Ele afirmou que era assombrado por alguém que tentava matá-lo”, disse um policial. Os protestos políticos e trabalhistas das últimas duas décadas geraram várias cenas de violência e mortes em Seul, mas em geral os crimes violentos continuam sendo raros na capital da Coréia do Sul, onde vivem 10 milhões de pessoas.

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