Internacional
Assange teme ser assassinado nos EUA
O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse ontem que seria ?politicamente impossível? para o Reino Unido extraditá-lo aos Estados Unidos, onde, afirma, há uma ?grande possibilidade? de ser assassinado na prisão. Assange enfrenta um julgamento por estupro e assédio sexual na Justiça sueca. Ele se entregou à polícia no Reino Unido, onde espera julgamento de seu processo de extradição à Suécia em liberdade condicional. Sua defesa nega as acusações de crimes sexuais e alega ser uma conspiração para desacreditar o site. Ele teme ainda que, depois de extraditado à Suécia, os EUA tentem levá-lo ao país para enfrentar acusações de espionagem. Em declarações publicadas ontem pelo diário The Guardian, Assange se mostra convencido de que seria muito difícil ao Reino Unido extraditá-lo aos EUA, já que, depois do processo na Justiça, é o governo britânico quem tem a palavra final. O ativista australiano não descarta que as autoridades norte-americanas solicitem sua extradição para ser submetido a um processo legal sob a acusação de espionagem, devido ao vazamento de mais de 250 mil documentos secretos da diplomacia norte-americana.