Internacional
China deve mudar pol�tica do filho �nico
Pequim, China ? De modo geral, os aniversários de decisões históricas são comemorados na China com demonstrações de satisfação, amplamente noticiadas na mídia oficial. Mas os 30 anos da Lei de Natalidade, também conhecida como ?política do filho único?, passaram quase despercebidos, com menções no jornal do Partido Comunista e declarações do vice-premier, Li Keqiang, sobre possíveis reformas na controvertida norma. Segundo He Yafu, assessor do governo chinês especializado em questões demográficas, já existe um projeto-piloto, cujo objetivo é dar maior flexibilidade à política do filho único. Numa primeira etapa, cinco províncias do país serviriam de teste. E se der certo, o projeto se estenderá a todo território chinês até 2020. Apesar de o vice-premier chinês não ter detalhado as possíveis mudanças na lei, algumas alterações já foram colocadas em prática: a autorização para o nascimento de um segundo filho se o primeiro for mulher, a permissão aos casais formados por um ou dois filhos únicos de terem um segundo bebê e a proibição do uso sistemático da ultrassonografia para selecionar o sexo e a forma de financiamento do planejamento familiar, o que não compete mais às autoridades regionais ? suspeitas de forçar os abortos ?, mas ao poder central.