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EUA esperam nervosos o anivers�rio do 11/9

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Washington ? Os norte-americanos estão inquietos um ano depois dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, lidando com a incerteza econômica, temendo novos ataques e à frente da possibilidade de uma outra guerra contra o Iraque. Mas provavelmente os norte-americanos estão mais bem preparados do que há um ano. Eles podem estar mais patrióticos, mas também estão preocupados com o cerceamento à sua liberdade pessoal por um governo disposto a entrar em guerra contra um inimigo sombrio a qualquer custo. ?Nos tornamos dolorosamente conscientes de que o mundo é um lugar perigoso e de que há pessoas por aí determinadas a nos prejudicar?, disse Jeff Griffin, prefeito de Reno, Nevada. Sentimento este que é geral no país. A vida aparentemente voltou ao normal depois de 11 de setembro, mas muitos norte-americanos continuam traumatizados pelas cenas daquele dia, repetidas incessantemente na televisão e novamente divulgadas às vésperas de completar um ano da tragédia. ?O país está angustiado e o presidente não está em posição de dizer que não temos nada a temer porque, obviamente, temos?, ressaltou Walter Russell Mead, do Conselho de Relações Internacionais. Um levantamento publicado em julho revelou que 63% dos entrevistados acreditam que os Estados Unidos podem ser alvo de ataques terroristas nos próximos meses. Um número igual de pessoas demonstrou estar preocupado com a possibilidade de que as medidas tomadas para combater o terrorismo possam restringir as liberdades civis individuais. A prefeita de Orlando, Glenda Hood, disse que a preocupação com a segurança já interfere em quase todos os aspectos de seu trabalho. ?Tenho que pensar no aspecto da segurança em cada decisão que tomo. Não podemos mais descuidar da segurança?, afirmou. Aeroportos Uma das mudanças mais visíveis no dia-a-dia dos Estados Unidos é o esforço maciço para melhorar a segurança nos aeroportos. A segurança também aumentou em outras áreas. Muitas cidades estão vigiando seus reservatórios de água e a maioria preparou planos de emergência em caso de ataque. Mas ainda há muitas falhas na defesa do país para enfrentar ataques químicos ou biológicos. A economia, que sofreu um revés logo depois dos atentados, voltou a se recuperar sensivelmente. No entanto, o cenário econômico enfrenta a possibilidade de uma nova crise enquanto o presidente George W. Bush prepara o país para uma possível invasão ao Iraque. Liberdade Um dos mais duradouros legados dos ataques de 11 de setembro pode ser o que os críticos estão considerando uma séria restrição às liberdades civis. Em outubro do ano passado, o Congresso norte-americano aprovou em caráter de urgência o Ato Patriótico dos EUA, que aumentou o poder do governo para conduzir buscas secretas, efetuar grampos telefônicos e vigilância à Internet com muito menos controle jurídico do que antes. A medida provisória também deu ao promotor-geral e ao secretário de Estado o poder de considerar grupos nacionais como organizações terroristas e de deportar qualquer não-cidadão norte-americano que pertença a esses grupos. Também concedeu ao FBI (polícia federal dos EUA) amplo acesso a registros comerciais sobre pessoas físicas sem necessidade de prova de crime e permitiu a detenção por tempo indeterminado de não-cidadãos por violação de visto. Reforço no Fed Instalado perto da margem do rio Mississippi, o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) de Minneapolis é um belo prédio de tijolo e vidro, que se debruça sobre amplos gramados, esculturas e flores silvestres. Mas a tranquilidade está prestes a ser interrompida à medida que o Fed de Minneapolis cava trincheiras e ergue uma série de barreiras com o objetivo de se proteger dos perigos do mundo pós-11 de setembro. Paredes à prova de explosão, cães farejadores de bombas e salas isoladas para separar a correspondência em caso de contaminação por antraz são algumas das medidas que estão sendo tomadas pelo Federal Reserve para se precaver contra as ameaças de ataque a seu quartel-general ou a qualquer um de suas 12 agências regionais. Há muito em jogo. Um ataque terrorista que interrompa os US$ 3 trilhões em pagamentos feitos via dinheiro, cheques e meio eletrônico seria o pior cenário, com consequências mundiais.

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