Internacional
Mubarak endurece; mortos sobe para 6
Cairo, Egito ? ?Protestos não serão mais tolerados?, afirmou ontem o Ministério do Interior do Egito. Demonstrações públicas, consideradas ilegais no país ? porém normalmente toleradas pelo governo ?, foram declaradamente banidas. Segundo as autoridades, a partir de agora os participantes poderão ser presos e processados. Ontem, mais de 800 pessoas foram detidas. Os protestos, iniciados anteontem, durante o feriado nacional em homenagem à polícia, duraram até as primeiras horas de ontem. Inspirados pelas manifestações que derrubaram o ditador da Tunísia Zine el Abidine Ben Ali há cerca de duas semanas, os egípcios começaram onda de protestos. Os manifestantes protestavam contra a pobreza, o aumento dos preços e os altos índices de desemprego. O alvo é o ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder e que se reelege sucessivamente de forma fraudulenta. O ponto alto foi o protesto de ontem, considerado um dos maiores que o país já teve em três décadas. Cerca de 10 mil, segundo o governo, e 30 mil, segundo os organizadores, tomaram o centro do Cairo e de outras cidades, como Suez e Alexandria.