Internacional
Multid�o persiste, mas mostra desgaste
Cairo, Egito ? A revolta contra o ditador egípcio, Hosni Mubarak, entrou ontem no seu 11º dia, em meio a sinais de cansaço dos oposicionistas e de consolidação do impasse político. A convocação para o protesto da sexta-feira, dia sagrado dos muçulmanos, reuniu 100 mil manifestantes na Praça Tahrir, centro do Cairo, um número inferior ao dos protestos dos dias anteriores. Num ambiente sob controle militar mais ostensivo, grupos favoráveis e contrários a Mubarak chegaram a atirar pedras uns nos outros, mas o banho de sangue que se temia, após dias de batalhas violentas nas ruas do centro, não aconteceu. Estrela diplomática do mundo árabe, o chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, foi à praça para ajudar na tarefa de ?pacificação dos ânimos?, segundo seu escritório. O ministro da Defesa do Egito, Mohamed Hussein Tantawi, também foi à praça para pedir diálogo e, segundo a TV estatal, vistoriar o dispositivo de segurança montado no local, a cargo das Forças Armadas.