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Mubarak renuncia e Egito comemora

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Cairo, Egito ? Menos de 20 horas após ir à TV dizer que ficaria no poder e não aceitaria pressão externa, Hosni Mubarak, 82, ditador do Egito, renunciou ao posto que ocupava desde 1981. O vice Omar Suleiman anunciou que um conselho das Forças Armadas governará o país. Segundo Suleiman, a junta militar conduzirá o país até a eleição presidencial prometida para setembro. A notícia foi o estopim de comemorações em todo o país, que viveu 18 dias de protestos contra a ditadura, com mais de 300 mortos. Analistas apontam a disseminação dos protestos pelo Egito, verificada hoje, como fator decisivo na queda de Mubarak, mas têm dúvidas sobre as chances de transição para uma democracia. A decisão foi recebida com uma explosão de alegria pelos milhões de opositores que, menos de 24 horas antes, haviam sido frustrados pelo discurso de Mubarak, no qual o ditador transferira poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, mas insistira em ficar no cargo. ?Exército deve garantir a transição? | FOLHAPRESS O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que as Forças Armadas do Egito devem ajudar na transição à democracia após a renúncia do ditador Hosni Mubarak, no poder desde 1981. O Conselho Supremo das Forças Armadas comandará o país na transição. Em um discurso de cerca de seis minutos e inúmeras referências históricas, Obama afirmou ainda que os protestos populares mudaram não apenas o Egito, mas o mundo. ?As Forças Armadas agiram patrioticamente ao proteger os interesses do Egito e devem garantir que a transição será feito para o rumo certo?, disse o presidente, na Casa Branca. Ele afirmou ainda que o caminho ?claro? para o país são ?eleições livres e justas?. ?Nada mais guiará os próximos dias que a democracia genuína?. Obama reconheceu que a renúncia de Mubarak é apenas o começo do complexo processo para instaurar uma democracia em um país que passou três décadas sob mão de ferro e Lei de Emergência. Brasil espera mudança tranquila | FOLHAPRESS O governo do Brasil espera que, após a renúncia do ditador do Egito, Hosni Mubarak, a transição no país se dê de forma tranquila e com respeito aos direitos da população, segundo nota do Ministério de Relações Exteriores divulgada ontem. ?Ao tomar conhecimento dos recentes acontecimentos no Egito, o Brasil manifesta sua expectativa de que a transição política naquele país transcorra dentro do respeito às liberdades políticas e civis e aos direitos humanos da população, em ambiente de paz e tranquilidade?, diz o texto. Segundo o Itamaraty, o governo acompanha a evolução da ?situação política do país amigo, que, além de parceiro relevante, desempenha papel importante para a estabilidade do Oriente Médio?. O texto diz ainda que o Brasil se solidariza com a população egípcia e ?reafirma sua confiança de que as lideranças políticas da sociedade egípcia saberão fazer face a este momento de novas oportunidades e desafios, em ambiente de entendimento e de diálogo democrático?.

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