Internacional
Revolta d� esperan�a a oprimidos
Um misto de espanto, inveja e apreensão. De Bagdá até Gaza, a revolta que derrubou o ditador Hosni Mubarak no Cairo emocionou e deu esperança e inspiração a milhares que vivem oprimidos sob regimes autoritários no mundo árabe. E também forçou opressores a emitirem um posicionamento público, reconhecendo ? um tanto a contragosto ? a vontade do povo egípcio. No entanto, apesar dos temores de que o ímpeto revolucionário desestabilize outros atores de peso na região, como Síria, Arábia Saudita e Jordânia, a possibilidade é mais remota. Apesar do entusiasmo da geração Facebook, a sombra da revolução egípcia deve recair sobre regimes menos expressivos no tabuleiro geopolítico global. A pobreza extrema do Iêmen preocupa, assim como a insatisfação jovem da Argélia ? cujo presidente Abdelaziz Bouteflika já proibiu uma megamanifestação prevista para hoje. No Bahrein, único país do Golfo Pérsico ameaçado, onde a maioria xiita condena a monarquia sunita, o governo ofereceu US$ 2,650 a cada família do país numa tentativa de aplacar a insatisfação, segundo a rede Al-Jazeera.