Internacional
Gaddafi afirma que s� sai como m�rtir
O ditador líbio, Muammar Gaddafi, afirmou ontem em discurso transmitido pela TV estatal que não deixará o poder e que se for preciso morrerá como ?mártir?, qualificando rebeldes como ?gente que se droga e se embebeda?. ?Muammar Gaddafi é o líder da revolução. Muammar não é presidente para renunciar, Muammar é o líder da revolução para sempre?, disse ele, desde 1969 no poder. O regime líbio, porém, voltou a dar sinais de implosão, com a renúncia do ministro do Interior, Abdul Fattah Younis, noticiada pela TV Al Jazeera, e de novos representantes diplomáticos do país. Younis, ainda de acordo com a emissora árabe, conclamou o Exército a engrossar as fileiras da oposição. Anteontem, o ministro da Justiça já havia renunciado. Relatos locais indicavam também que toda a região leste da Líbia, incluindo Benghazi ? a segunda maior cidade do país ?, está sob controle de rebeldes. A área é um tradicional bastião de opositores ao regime líbio. Itamaraty irá resgatar 183 brasileiros | FOLHAPRESS O Itamaraty confirmou por telefone que os 130 funcionários da empreiteira Queiroz Galvão além de seus 53 familiares atualmente na cidade de Benghazi, na Líbia, serão resgatados por um barco particular financiado pela própria empresa entre amanhã e quinta-feira, que os levará até a ilha de Malta (país membro da União Europeia). O Ministério das Relações Exteriores indicou que a Queiroz Galvão procurou o governo brasileiro em busca de ajuda para montar a logística emergencial da operação. ?Fizemos uma ronda em todas as embaixadas do Mediterrâneo, incluindo Roma, Cairo e Atenas. O embaixador brasileiro na Grécia intermediou o contato entre a Queiroz Galvão e a empresa de transportes?, informou a assessoria de imprensa do Itamaraty. Os 183 brasileiros embarcarão no porto de Benghazi e serão levados até Malta, de onde devem regressar por via aérea ao Brasil, provavelmente com escalas em grandes aeroportos europeus como Paris, Frankfurt ou Lisboa. O Itamaraty não confirmou a origem da embarcação. Não há confirmação de que o navio partirá da Grécia ou que tenha bandeira grega, mas apenas que foi arranjado com ajuda da embaixada brasileira em Atenas e que terá como destinos Benghazi e Malta.