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Corte internacional investigar� Gaddafi

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Washington, EUA ? O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), o argentino Luis Moreno Ocampo, anunciará hoje que vai abrir investigação sobre os conflitos na Líbia. Sediado em Haia (Holanda), o TPI investiga e julga acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. No sábado, na sessão em que aprovou sanções à ditadura de Muammar Gaddafi, o Conselho de Segurança da ONU pediu a ação da corte no caso líbio. Para Moreno Ocampo, os relatos preliminares sobre ataques das forças pró-Gaddafi aos manifestantes antigovernistas já justificam a abertura de inquérito no âmbito do tribunal. Estima-se que ao menos mil pessoas tenham morrido nos conflitos. A votação no CS também marcou a primeira vez em que os EUA, que não ratificaram a criação do TPI, deram apoio a uma investigação do tribunal. O país insistiu, porém, que cidadãos norte-americanos não devem ser investigados ou julgados pela corte. Direita dos EUA exige intervenção | ANDREA MURTA - Folhapress Washington, EUA ? O endurecimento da retórica de Washington contra Muammar Gaddafi chega após pressão de neoconservadores, congressistas republicanos, analistas e outros que estão exortando a Casa Branca a intervir na Líbia. Na sexta passada, um grupo de falcões neoconservadores de peso enviou carta ao presidente Barack Obama pedindo ação direta dos Estados Unidos e da Otan (aliança militar ocidental) para pôr fim ?ao regime líbio assassino?. Entre os 40 nomes da direita que assinaram a carta estão os de Paul Wolfowitz, ex-vice-secretário da Defesa, e os dos analistas William Kristol e Robert Kagan. A ação lembra um padrão dos anos 90, quando neoconservadores fizeram lobby forte por pressão militar contra ?países hostis?. Advocaram, por exemplo, pela derrubada de Saddam Hussein após a Guerra do Golfo e por intervenção nos Balcãs.

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