Internacional
Jap�o tenta conter o aquecimento em reator
Novas explosões no teto de um dos reatores da usina de Fukushima 1, no Japão, interromperam o bombeamento de água para outro reator, expondo varetas de combustível e elevando os riscos de que elas derretam por superaquecimento ? o maior temor das autoridades do país. Mais tarde, depois que o nível de água foi restaurado, houve nova explosão ? agora no reator 2, onde isso ainda não havia ocorrido. A água é bombeada do mar desde que o tremor danificou o sistema de resfriamento. O nordeste japonês, onde fica a usina, é a região mais devastada pela combinação de terremoto e tsunami que atingiu o país na sexta e deixou ao menos 2.800 mortos, segundo os últimos dados oficiais -estimativas apontam mais de 10 mil mortos. No fim da noite, o nível dela no reator 2 foi restaurado, mas varetas continuavam parcialmente expostas. Europa suspende uso de energia nuclear | VAGUINALDO MARINHEIRO - ANDREA MURTA / Folhapress Londres, Reino Unido e Washington ? Os acidentes nas usinas do Japão reacenderam em vários países o debate sobre o uso da energia nuclear, com protestos, pressões de ambientalistas e ameaças de freio à expansão do seu uso. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel decidiu fechar temporariamente as duas usinas mais antigas e reestudar a lei que prorroga o funcionamento das outras 15. No ano passado, a mesma Merkel havia aprovado uma sobrevida de em média 12 anos para as usinas, cujo fechamento fora fixado pela gestão anterior para 2021. A decisão tem motivação eleitoral: em duas semanas, o Estado de Baden-Wuerttemberg, onde 60 mil saíram às ruas anteontem contra o uso de energia nuclear, vai às urnas. O partido de Merkel governa a região desde 1953, mas corre risco de perdê-la. Na Suíça, o governo decidiu suspender todas as licenças para a construção de novas instalações. Na França, campeão da Europa em número de reatores (58), o Partido Verde pediu referendo para discutir a dependência do país da energia nuclear.