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Reator sofre novo inc�ndio; 210 mil sa�ram de regi�o

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Cinquenta funcionários da usina de Fukushima passaram o dia de ontem tentando desesperadamente evitar o derretimento de combustível nuclear após duas explosões e um incêndio que provocaram vazamento nos reatores. O acidente já é considerado o pior com energia atômica desde o de Tchernobil, que matou 50 na Ucrânia (então União Soviética) em 1986. Ontem à noite (início da manhã de quarta no Japão), havia relatos sobre um novo incêndio no reator 4 da usina. Fukushima fica no nordeste do Japão, a região mais afetada pela combinação de terremoto e tsunami que atingiu o país na sexta e deixou ao menos 3.373 mortos, conforme os dados oficiais. Até a noite de ontem no Japão, a ação dos ?50 de Fukushima?, como vêm sendo chamados pela imprensa, parecia surtir efeito ? medição da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) mostrava que a radiação no portão principal da usina diminuíra de 11,9 milissieverts por hora para 0,6 em um período de seis horas. Pânico e onda de boatos na web Uma onda de boatos sobre o vazamento radioativo da usina japonesa de Fukushima, no Japão, provocou pânico em países da Ásia e obrigou o governo das Filipinas a negar oficialmente que haja risco de contaminação fora das fronteiras japonesas. Num deles, um SMS (mensagem de texto via celular) falsamente atribuído à rede britânica BBC pedia que os asiáticos tivessem ?cuidados extras? e não saíssem na chuva, porque ela poderia conter ?partículas radioativas?. O falso texto da BBC também dizia que a radiação chegaria às Filipinas às 16h de ontem, o que, segundo relatos na mídia filipina, fez escolas mandarem crianças de volta para casa até que o governo desmentisse os boatos.

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