Internacional
Mais um ministro abandona Gaddafi
Um dia após o chanceler de Muammar Gaddafi, Moussa Koussa, desertar ao chegar ao Reino Unido, um outro ex-ministro do Exterior do regime abandonou o ditador. Ali Abdussalam Treki havia sido designado pelo ditador para representar a Líbia na ONU após a deserção da missão líbia na organização. Anteontem, foi anunciado que o ex-chanceler da Nicarágua Miguel D?Escoto deve representar o país na ONU. Segundo a TV Al Jazeera, outros aliados próximos de Gaddafi, além de Koussa e Treki, estariam desertando, mas a informação não havia sido confirmada até a noite de ontem. Também ontem, Londres disse que Koussa não vai ter imunidade por abandonar o ditador líbio e pode ser interrogado pro sua participação no atentado de Lockerbie. Em 1988, 270 pessoas ? a maioria norte-americanos ? morreram depois da explosão, por obra de agentes líbios, de um avião da PanAm quando passava pela cidade escocesa. Otan assume e nega armar rebeldes | FOLHAPRESS A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu ontem o comando das operações internacionais na Líbia e rejeitou publicamente a ideia de armar rebeldes ? opção considerada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. A aliança assume o posto que foi dos Estados Unidos e lidera agora as forças na operação Protetor Unificado. A ideia é manter a zona de restrição aérea imposta na operação Aurora da Odisseia, além de manter os ataques às forças do ditador líbio, Muammar Gaddafi, e proteger os civis líbios. A operação começou oficialmente às 3h de Brasília. Sob a autoridade do grande quartel-general da Aliança na Europa, em Mons (sul da Bélgica), a operação será dirigida a partir do centro regional de comando de Nápoles (sul da Itália) pelo general canadense Charles Bouchard.