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Nº 5712
Internacional

Iraque recusa-se a atender exig�ncias feitas por Bush

Bagdá – O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, rejeitou ontem a volta incondicional de inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) exigida pelos Estados Unidos, alegando que a iniciativa não impediria os projetos militares norte-am

Por | Edição do dia 14/09/2002 - Matéria atualizada em 14/09/2002 às 00h00

Bagdá – O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, rejeitou ontem a volta incondicional de inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) exigida pelos Estados Unidos, alegando que a iniciativa não impediria os projetos militares norte-americanos em seu país. “O retorno de inspetores sem condições não resolverá o problema porque tivemos uma experiência ruim com eles. É inteligente repetir uma experiência que não foi bem-sucedida e não impediu a agressão?”, questionou Aziz. Inspetores de armas da ONU responsáveis por monitorar as armas nucleares, químicas, biológicas e balísticas do Iraque foram retirados do país em 1998, na véspera de bombardeios britânicos e norte-americanos, e não tiveram permissão para voltar desde então. “A grande diplomacia de que eles falavam é retardar a agressão dos Estados Unidos por quatro ou cinco meses e então agir depois que os inspetores voltarem?”, questionou Aziz. Ultimato O presidente George W. Bush disse à Assembléia Geral da ONU, quinta-feira, que ações não-especificadas contra o Iraque seriam inevitáveis, a menos que a ONU forçasse Bagdá a eliminar armas de destruição em massa. Ontem, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU aceitaram estabelecer um tempo limite para que o Iraque permita que os inspetores da Nações Unidas voltem ao país, disse o chanceler britânico Jack Straw. Há “unanimidade sobre a urgência dos inspetores de armamentos voltarem ao Iraque”, afirmou Straw aos jornalistas, depois de almoçar com os chanceleres dos outros quatro membros permanentes do conselho: China, França, Rússia e Estados Unidos. Desafiando o presidente norte-americano, Tareq Aziz, em nome do presidente Saddam Hussein, disse que seu país rejeita a volta incondicional de inspetores de armas, alegando que a iniciativa não impediria os projetos militares dos EUA em seu país.

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