Internacional
Haiti, um pa�s cinza e coberto de barracas
Porto Príncipe, Haiti ? A visão do alto do Haiti, pouco mais de um ano após o terremoto que matou pelo menos 220 mil pessoas, é que se trata de um país cinza e repleto de barracas. Só no maior campo de desabrigados ? o Jean Marie Vicent, na capital, Porto Príncipe, onde a segurança está nas mãos de fuzileiros navais brasileiros da Minustah, a força de paz da ONU no país ?, há 50 mil pessoas. Sem água potável e luz, pois o Haiti é o único país no Hemisfério Ocidental praticamente sem rede de eletricidade (que atende a menos de 5% da população), quem sobreviveu ao terremoto ? que ocupa o quarto lugar no ?ranking? dos mais letais do mundo ? ainda vive em condições de miséria extrema, ficando, em média, dois dias sem ter o que comer. Para piorar, a ilha caribenha passa por uma epidemia de cólera. Apesar de todas as dificuldades, o haitiano mantém o sorriso e a esperança que a situação mudará com a escolha do novo presidente Michel Martelly, que saiu vitorioso no segundo turno de uma polêmica eleição e que herda uma imensa bagagem de problemas. Martelly, que disputou o pleito com Mirlande Manigat, em março, terá muito trabalho para que o país evolua. Atualmente, 80% da população de cerca de oito milhões vivem com menos de US$ 2 por dia.