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Osama Bin Laden � morto e o mundo fica em alerta

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A morte do ex-terrorista número 1 do mundo, Osama bin Laden, aos 54 anos e com dois tiros na cabeça anteontem no Paquistão, desencadeou uma onda de temor de que atentados retaliatórios ocorram em várias partes do mundo. Leon Panetta, diretor da CIA, disse que ?quase certamente? a rede Al Qaeda tentará vingar a morte de seu líder, ocorrida quase dez anos depois dos atentados do 11 de Setembro. ?Bin Laden está morto, mas a Al Qaeda, não?. Os EUA reforçaram a segurança em cidades como Nova York e Washington e aumentaram a vigilância em aeroportos e estações de trem. Um alerta global para norte-americanos por ?potencial elevado de violência? no mundo foi emitido. Líderes europeus fizeram o mesmo. Os EUA afirmam ter sepultado no mar da Arábia o corpo de Bin Laden seguindo rito islâmico e que DNA confirmou com ?99,9% de certeza? sua identidade. Mas imagens não foram divulgadas. Conselho saúda a execução | PATRÍCIA CAMPOS MELLO - Folhapress O Conselho de Segurança da ONU saudou ontem a morte do líder da rede al-Qaeda, Osama Bin Laden, e o secretário-geral Ban Ki-moon afirmou que a morte foi um ?divisor de águas? na luta contra o terrorismo. Em uma rara ocasião na qual ?celebrou? a morte de uma pessoa, o grupo composto por 15 nações afirmou que a operação militar norte-americana no domingo significa que Bin Laden ?nunca mais poderá praticar atos de terrorismo? como os ataques de 11 de setembro de 2001. Mais cedo, o presidente Barack Obama disse que o mundo está mais seguro após a morte do líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, em um ataque de forças norte-americanas no Paquistão. Hamas condena a morte do terrorista | AGÊNCIA O GLOBO O grupo palestino islâmico Hamas condenou ontem a morte do líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, na noite de domingo, no Paquistão, durante uma operação de 40 minutos comandada pela Casa Branca. O Hamas lamentou a perda como a de um ?guerreiro sagrado árabe?, apesar de notar as diferenças em doutrina entre a al-Qaeda e o grupo palestino. ?Consideramos isso uma continuação da política norte-americana baseada na opressão e no derramamento de sangue muçulmano e árabe?, disse Ismail Haniyeh, chefe do governo do Hamas na Faixa de Gaza. ?Condenamos o assassinato e a morte de um guerreiro sagrado árabe. Pedimos a Deus que tenha misericórdia sobre ele junto aos verdadeiros fiéis e mártires?. Brasil reforça segurança no DF | FÁBIO FABRINI - Agência O Globo O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, classificou ontem a ação norte-americana que levou à morte de Osama bin Laden como ?positiva?. Em Brasília, a morte de Bin Laden provocou preocupação de órgãos de segurança quanto a possíveis represálias, principalmente em embaixadas dos Estados Unidos e de países aliados dos norte-americanos. Já a comunidade islâmica no Brasil criticou o tom de comemoração dos norte-americanos em relação à morte do líder da al-Qaeda. Antônio Patriota afirmou que, em conversa, o embaixador brasileiro no Paquistão, Alfredo Leoni, transmitiu-lhe ?segurança e tranquilidade?. ?A capital Islamabad é uma cidade comparativamente segura no Paquistão. Onde há bastante turbulência, às vezes, e atentados costuma ser em outras localidades, embora também não tenha deixado de ocorrer na capital?, justificou. Países da América Latina evitam celebrar a execução | FOLHAPRESS Os governos do Equador, da Venezuela e do Uruguai fizeram ontem declarações a respeito do assassinato do terrorista Osama bin Laden, e, apesar de concordarem com o golpe contra o terrorismo, foram unânimes em dizer que nenhuma morte deve ser comemorada. Para o ministro equatoriano das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, ?se os Estados Unidos conseguiram matar Bin Laden, que eles festejem. Eu não festejo a morte de ninguém, mas também não estou de acordo com o que aconteceu em 11 de setembro [atentado realizado contra as Torres Gêmeas, em 2001]?, declarou Patiño à emissora Teleamazonas. O chanceler ainda rechaçou as ações de violência que foram empregadas no combate ao terrorismo e considerou a reação de Washington ao atentado ?absolutamente desproporcional?, porque, por causa disso, estão morrendo mais civis, e estas mortes estão ?ficando impunes?.

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