Internacional
Aliado de Bin Laden � preso no Paquist�o
Washington ? Ramzi Bin Al Shibh, procurado pela Alemanha sob suspeita de participação no planejamento e execução dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, foi preso no Paquistão, disseram ontem autoridades norte-americanas. A prisão de Bin Al Shibh, de origem iemenita, ocorreu dias depois de ele ter sido entrevistado por um jornalista da rede de televisão árabe, Al Jazeera no Paquistão. Na entrevista, Bin Al Shibh afirmava ter participado ativamente da preparação dos atentados de 11 de setembro aos EUA, segundo o telejornal ABC News, que atribuiu a informação a fontes do serviço de inteligência americano. Bin Al Shibh e outro membro importante da Al-Qaeda (a rede terrorista patrocinada pelo terrorista Osama Bin Laden) revelaram na entrevista que Osama bin Laden esteve pessoalmente envolvido no planejamento dos ataques de 11 de setembro, que mataram 3.044 pessoas (incluindo os 19 terroristas que seqüestraram os aviões). Segundo autoridades norte-americanas, Bin Al Shibh, que teve visto recusado nos Estados Unidos pelo menos quatro vezes antes de 11 de setembro, queria se juntar aos 19 seqüestradores envolvidos no ataque do ano passado. Além disso, ele teria dividido um apartamento com Mohammed Atta, considerado o chefe dos seqüestradores. O FBI negou-se a fazer qualquer comentário sobre o fato. Estado de emergência O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prolongou por mais um ano o estado de emergência que autoriza o Departamento de Defesa e a Guarda Costeira a convocar reservistas à ativa para reforçar a segurança no país. O estado de emergência foi estabelecido por Bush no dia 14 de setembro de 2001, três dias após os ataques a Nova Iorque e Washington, que mataram cerca de 3.000 pessoas. Em comunicado, Bush disse que uma ?ameaça contínua e imediata de novos ataques aos Estados Unidos? justificava a extensão do estado de emergência por mais um ano. ?Como alguém poderia não prolongá-lo, já que estamos no meio de uma guerra contra o terrorismo? Não acabou ainda?, revelou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.