Internacional
Obama frustra e n�o cumpre promessas
Washington, EUA ? Apesar do recente aumento da popularidade do presidente embalado pela morte de Osama bin Laden, a Obamania que se alastrou pelos Estados Unidos ? e boa parte do mundo ? em 2008 perdeu muito de seu fôlego. Alçado à Casa Branca sob inflamados ecos de hope (esperança), change (mudança) e yes, we can (sim, nós podemos), Barack Obama frustrou uma parcela dos 69,4 milhões de norte-americanos que o elegeram. Em 28 meses no comando da nação, o candidato super-homem desceu dos céus para aterrissar no arenoso terreno da realpolitik e se tornar um presidente de carne e osso. Ao assumir o posto, Obama havia se comprometido com uma nova forma de fazer política, uma ruptura com a doutrina de guerra contra o terror do governo George W. Bush, com o fechamento da prisão de Guantánamo e com o fim dos custosos conflitos ? em vidas e recursos ? no Iraque e no Afeganistão. Hoje, o polêmico centro de detenção para suspeitos de terrorismo na base norte-americana em Cuba continua em atividade, e a luta contra terroristas da al-Qaeda, no Iraque, e o grupo fundamentalista islâmico Talibã, no Afeganistão, não tem prazo definido para acabar, sem falar no envolvimento em um nova guerra, na Líbia.