Internacional
Bachmann, aposta para barrar Obama
Washington, EUA ? A primeira visita de Michele Bachmann a Washington, em janeiro de 1977, foi motivada por uma festividade política nacional: participar do tradicional baile de posse presidencial ? no caso, a de Jimmy Carter na Casa Branca. Na campanha eleitoral norte-americana de 1976, a jovem Michele, então com 20 anos, era uma desconhecida militante do Partido Democrata. Hoje, aos 55 anos, mais de três décadas depois, percorre o país como líder do movimento radical Tea Party e pré-candidata do Partido Republicano para barrar o presidente dos EUA, Barack Obama, em sua tentativa de reeleição no pleito de 2012. Sua ardente pregação do conservadorismo fiscal, social e religioso se tornou, ao longo dos anos, o código de barras de sua imagem pública. Duas experiências vividas no final da década de 70 foram cruciais em seu processo de reconversão política e de ativismo espiritual. Sua fidelidade democrata perdurou até o momento da leitura, no período da faculdade, do ?repulsivo? romance histórico Burr (1973), do escritor Gore Vidal, reconhecido por suas ácidas críticas à moral e ao status quo norte-americanos.