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Rebelados comemoram, mas Gaddafi n�o se rende

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Enquanto travavam ontem a batalha pelo controle da capital Trípoli, rebeldes líbios comemoravam vitória e anunciavam que a ?era Gaddafi? terminou. No meio tempo, estimavam um prazo de 10 a 15 meses de transição entre autocracia e democracia. Em comparação, Tunísia e Egito, que tiveram revoluções também neste ano, esperam cumprir o processo ainda durante esse semestre. A vitória, porém, ainda não é completa. Até ontem à noite no Brasil, o ditador Muammar Gaddafi, 69 anos, controlava bolsões na cidade, incluindo um hospital, um quartel e um hotel. Insurgentes admitiam ignorar o paradeiro do ditador. É possível que Gaddafi esteja em Sirte, sua cidade natal. A Otan (aliança militar ocidental) diz ter interceptado um míssil vindo da região. ?Vamos procurar embaixo de cada pedra?, afirma Mahmud Nacua, representante dos rebeldes em Londres. A insurgência diz ter planos de levar o ditador a julgamento. Há pedido de prisão contra ele emitido em junho pelo Tribunal Penal Internacional, com acusação de crimes contra a humanidade. Grupo oposicionista da Líbia ameaça punir Brasil | FOLHAPRESS A hesitação do governo do Brasil em condenar o ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, pode custar bilhões às empresas brasileiras. O porta-voz da petroleira líbia Agoco, que se aliou aos rebeldes, indicou ontem que Brasil, Rússia e China poderão ficar de fora dos negócios do país no novo governo. A resposta dos rebeldes é resultado da decisão desses países de se abster sobre as sanções contra Gaddafi. A Petrobras extrai petróleo no mar da Líbia desde 2005, quando venceu uma licitação para ser sócia na exploração no noroeste da costa do país, no mar Mediterrâneo. A empresa confirmou ontem que suas atividades na Líbia estão suspensas e, em nota, limitou-se a comentar que segue acompanhando a situação no país. Além da petroleira, três construtoras atuavam na Líbia quando a onda de revoltas chegou ao país: Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. A Odebrecht tinha 2,3 bilhões de euros (R$ 5,3 bilhões) em contratos. ?Nós não temos problemas com os ocidentais, como as empresas italianas, francesas e inglesas. Mas nós podemos ter alguns problemas políticos com Rússia, China e Brasil?, disse Abdeljalil Mayouf, porta-voz da petroleira Agoco à agência Reuters.

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