Internacional
Pr�mio vai para cristal que n�o devia existir
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06/10/2011 às 0h00
Os meticulosos cadernos de laboratório do israelense Daniel Shechtman permitem datar com precisão a descoberta que acaba de render a ele o Prêmio Nobel em Química deste ano. Foi na manhã de 8 de abril de 1982 que ele usou uma série de pontos de interrogação para marcar sua surpresa com o que estava vendo no microscópio: um cristal que não deveria existir. Para o comitê do Nobel, ele ?modificou a concepção fundamental do que é um objeto sólido?, mostrando que os átomos podem se organizar em estruturas de grande complexidade, que não se repetem. Por isso, embora o achado tenha pouca aplicação prática, ele foi considerado digno do prêmio.