Internacional
Pobreza e seguran�a s�o desafios para o Iraque p�s-guerra
Até o fim deste mês, quase nove anos após a invasão que derrubou Saddam Hussein, os últimos soldados americanos terão deixado o Iraque. De acordo com o presidente dos EUA, Barack Obama, eles deixam para trás ?um Iraque soberano, estável e autônomo, dotado de um governo representativo que foi eleito por seu povo?. Mas a realidade é um pouco menos encorajadora que isso. Para muitos iraquianos, o pavor de viver em uma ditadura foi meramente substituído pelo pavor de viver numa sociedade rachada por acirradas divisões sectárias. Mais de 100 mil iraquianos foram mortos desde 2003; o país ainda sofre dois ataques terroristas por dia. É uma melhora em relação à pior fase de derramamento de sangue, em 2006. Mas a violência persistente faz da reconstrução um processo intensamente trabalhoso e sofrido. Conflito resultou em dívida e mortes Com o anúncio do fim da Guerra do Iraque e a retirada das tropas americanas do país, que deverá ser feita até o dia 31 de dezembro, restou aos dois países perdas imensuráveis. Aos EUA, dívidas geradas ao longo dos nove anos de confronto e críticas diante do número de mortos ? soldados e civis. Ao Iraque, incertezas provocadas pela divisão política do país, além das perdas de vidas e estagnação da economia. Segundo os últimos dados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, os americanos perderam 4.487 militares desde o início da operação no Iraque, em 19 de março de 2003. A Grã-Bretanha perdeu 179 militares. Entre estes, 136 morreram durante operações.