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Bush exige desarmamento do Iraque e cobra posi��o da ONU

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Washington ? O presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou ontem que um ataque para desarmar o Iraque não é sua opção preferida, mas que os Estados Unidos estão determinados a obter o desarmamento do regime iraquiano. ?A opção militar é minha última opção, não a primeira. Porém Saddam deve compreender, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve saber, que este país (EUA) está determinado a obter o desarmamento do Iraque??, afirmou Bush, durante um discurso em Washington. ?Minha intenção, com certeza, é que a ONU faça seu trabalho. Penso que isso facilitará nossa tarefa de preservar a paz. Minha intenção é que o mundo compreenda que Saddam Hussein tem a obrigação de se desarmar, como disse que faria. Minha intenção é reunir uma ampla coalizão de países que entendam a ameaça que Saddam Hussein representa. Veremos se a ONU será a ONU ou a Liga das Nações quando chegar o momento de lidar com esse homem, que, há 11 anos, não respeita as sucessivas resoluções??, disse. ?Vamos ver se o Conselho de Segurança da ONU quer ou não responder a suas obrigações??, declarou. ?A guerra contra o terrorismo vai além da Al Qaeda. A luta contra o terrorismo consiste também em enfrentar os países que aterrorizam seu próprio povo e que têm a intenção de nos aterrorizar (...). Nos confrontamos com uma nova ameaça e devemos enfrentá-la??, afirmou Bush. Atraso Os inspetores de armas da ONU deixaram claro ontem que estão prontos para adiar a visita ao Iraque - como os Estados Unidos e o Reino Unido querem -, enquanto o Conselho de Segurança delibera uma nova resolução. Os inspetores haviam planejado ir a Bagdá (Iraque) em 19 de outubro, mas o inspetor-chefe, Hans Blix, e Mohamed Elbaradei, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, disseram que o total apoio do Conselho é necessário. ?Nós precisamos de apoio total do Conselho de Segurança para a realização das inspeções?, afirmou Elbaradei a repórteres, em referência às divisões da organização de 15 países-membros. ?Nós precisamos alinhar nossas datas com a deliberação do Conselho de Segurança?. Blix salientou que os inspetores têm o direito legal de começar o trabalho sob as resoluções do conselho já existentes. Mas ele disse que seria ?inadequado? se um novo mandato chegasse quando as inspeções já estivessem em andamento.

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