Internacional
Em Cuba, Dilma ficar� em sil�ncio
Davos, Suíça ? Silêncio. Essa será a abordagem que a presidente Dilma Rousseff terá, na sua primeira viagem à Cuba, na semana que vem, em relação às violações de direitos humanos no país. Na sexta-feira, em Davos, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou claro que não haverá manifestações públicas de crítica aos cubanos neste campo, e deu uma alfinetada nos Estados Unidos, quando disse: ?Não é uma situação que nos pareça emergencial em Cuba. Existem outras situações muito preocupantes, inclusive a situação de Guantánamo?, disse, em referência à prisão onde os EUA mantêm prisioneiros suspeitos de terrorismo. Em seu discurso de posse, Dilma disse que os direitos humanos seriam um elemento central de sua política externa. Quando um jornalista lembrou isso e questionou se não era estranho que uma presidente silenciasse em relação a Cuba ? um país com sérios problemas de violação ? ouviu do ministro o seguinte: ?Vamos esperar a visita dela. O silêncio pode ser para os seus ouvidos, mas não para os ouvidos dos cubanos?. Caso da blogueira cubana deve ficar fora do encontro de presidentes Sem citar especificamente o caso da blogueira, o ministro defendeu a ?multilateralização? dos pronunciamentos de governos em relação aos direitos humanos. Isto é: que os problemas sejam discutidos num quadro bem definido no âmbito das Nações Unidas. A mesma posição de Cuba. ?Há uma coincidência de posturas de que os pronunciamentos sobre situações de direitos humanos de países individuais devem ser multilateralizados e não devem partir de um único país, uma única fonte, sem passar pelo crivo da ONU?, disse. A blogueira Yoani Sánchez entregou na quinta- documentos e o passaporte com o visto brasileiro à Direção de Imigração de Cuba, órgão responsável por autorizar cidadãos cubanos a viajar ao exterior. Na sexta, a Embaixada do Brasil em Havana concedeu-lhe um visto com validade de 90 dias e autorização de permanência no país por um mês.