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Putin segue favorito para hoje

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Moscou, Rússia ? Antes mesmo de garantir nas urnas o seu terceiro mandato como presidente da Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin já pensa no quarto. No capítulo final de uma ofensiva midiática que lhe devolveu a condição de favorito absoluto na eleição de hoje, Putin, em uma entrevista de cerca de três horas a jornalistas estrangeiros transmitida pela TV estatal, afirmou que é ?normal? que ele concorra à reeleição em 2018. Somando seus dois primeiros mandatos como presidente, o período atual como premiê e os possíveis futuros dois mandatos, Putin ficaria 24 anos no poder. ?Seria normal, se as coisas estiverem correndo bem, e o povo quiser (a candidatura à reeleição). Mas não sei se quero ficar por mais de 20 anos (no poder). Não tomei ainda essa decisão?, afirmou o líder russo, de 59 anos. Ele ressalvou ainda que ?se o povo não quiser e as coisas não estiverem indo bem, e uma pessoa se prende a sua cadeira e não quer deixá-la, e além disso ele viola a lei, isso não seria normal?. A legitimidade da hegemonia do partido Rússia Unida, de Putin e do atual presidente, Dmitri Medvedev, foi recentemente posta em xeque por denúncias de fraudes nas eleições parlamentares de dezembro, nas quais o Rússia Unida conseguiu manter a maioria no Legislativo. Manifestantes saíram às ruas em protestos que reuniram milhares de pessoas questionando o resultado da eleição. Peça artística expõe crítica a premiê Na véspera da eleição que deverá consagrar Vladimir Putin, mais uma vez, presidente da Rússia, o primeiro museu de artes eróticas de Moscou, inaugurado em julho do ano passado, vai estrear uma peça no mínimo curiosa. Putin e Anti-Putin, do escritor Oleg Vorontsov, é uma sátira ao atual sistema político russo inspirada no famoso conto O nariz, de Nikolai Gogol (1809-1852), em que um alto funcionário do Estado czarista acorda sem o nariz, que teria fugido para passear por São Petersburgo. Nesta história, Putin acorda, não sem o nariz, mas sem uma outra sugestiva parte do corpo, como já seria de se esperar pelo tema do museu. O autor da peça, feita com dois bonecos com a cara do primeiro-ministro, conta que esta é sua arma para se manifestar contra o atual governo. São dois Putins, segundo explica, o ?macho alfa? que todos conhecem, rigoroso, atlético, e o democrata sem o pênis. A falta do nariz do major Kovalyov na história de Gogol é lida também como uma espécie de castração, que o impede de ascender a posições mais importantes e de se casar. ?Trata-se de uma analogia com a realidade na qual Putin perde, não o seu órgão masculino, mas sim a confiança do cidadão?. ?

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