Internacional
A quatro semanas da elei��o, matan�a exp�e fragilidades
Paris, França ? Sete vítimas enterradas, um assassino morto e uma pergunta-chave: nesta França em crise de identidade, estagnada economicamente e palco da radicalização tanto de muçulmanos quanto de cristãos de direita, quem vai comandar o país nos próximos cinco anos e em que direção? A quatro semanas da eleição presidencial, a tragédia de Toulouse meteu o dedo na ferida que muitos queriam evitar: o crescente fosso na sociedade francesa. E deixou o país na mesma encruzilhada que a Noruega, depois que um cristão fanático e nacionalista, Anders Behring Breivik, matou, sozinho, 77 compatriotas em Oslo, em julho passado, em protesto contra uma imaginária ?islamização? da sociedade norueguesa. Agora, seis meses depois, a versão muçulmana de Behring ? Mohammed Merah, um francês de 23 anos, filho de imigrantes argelinos ? partiu na sua jihad (combate) contra os ?infiéis? e um Ocidente cristão que ele julgou hostil, matando sete pessoas, entre elas, três crianças judias. Como no caso do norueguês, seu extremismo brotou no seu próprio país ? a democrática França. Ele era um produto nacional.