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Nº 5756
Internacional

Nobel de Medicina fica surpreso com o pr�mio

Londres – O vencedor do Nobel de Medicina de 2002, John Sulston, 60, que dividiu ontem o prêmio com outros dois cientistas, recebeu a notícia em uma mensagem da secretária eletrônica em seu escritório, no Centro Sanger, em Cambridge. Embora estivesse  em

Por | Edição do dia 08/10/2002 - Matéria atualizada em 08/10/2002 às 00h00

Londres – O vencedor do Nobel de Medicina de 2002, John Sulston, 60, que dividiu ontem o prêmio com outros dois cientistas, recebeu a notícia em uma mensagem da secretária eletrônica em seu escritório, no Centro Sanger, em Cambridge. Embora estivesse  em sua mesa, o cientista não conseguiu atender o telefone e teve de retornar a ligação para o comitê do Nobel na Suécia antes de acreditar que aquilo era verdade. “Soube pela mensagem e depois retornei o telefonema, o que tornou a situação mais fácil de aceitar”, disse Sulston. “Tive tempo de ponderar e dizer ‘isso é real?’” Sulston dividirá o prêmio de US$ 1 milhão com o também britânico Sydney Brenner, do Instituto de Ciências Moleculares, em Berkeley (Califórnia), e o norte-americano Robert Horvitz, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Boston. Os três foram escolhidos pelo trabalho inovador sobre como os genes regulam a divisão celular e a morte celular programada, mecanismo associado a doenças como o câncer. “Estou incrivelmente honrado de ser reconhecido desta forma”, afirmou Sulston. Apesar de ter chefiado a unidade britânica do Projeto Genoma Humano —trabalho de sequenciamento do mapa genético do homem—, o Prêmio Nobel foi atribuído ao trabalho anterior de Sulston sobre o verme nematóide Caenorhabditis elegans. “Isto remota a 1969, quando trabalhei com o grupo de Sydney Brenner. Ele começou tudo sozinho e depois agregou um grupo de estudantes de pós-doutorado”, disse o Nobel. “Expandimos e verificamos que era um bom sistema para avaliar o controle da linhagem e morte celular.” Como o verme é muito pequeno, com cerca de 1 mm, ele era o modelo ideal para os cientistas acompanharem, em microscópio, a divisão celular desde o óvulo fertilizado até a fase adulta.

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