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Bush chama Saddam de ditador assassino

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Washington ? O presidente norte-americano, George W. Bush, fez na noite de ontem um discurso à nação, no qual se referiu a Saddam Hussein como um ?ditador assassino? e reafirmou a necessidade de desarmá-lo. ?Nos recusamos a viver com medo?, disse Bush no momento mais acalorado do pronunciamento, em que foi aplaudido de pé. ?Saddam Hussein deve desarmar-se ou os Estados Unidos e seus aliados vão obrigá-lo a isto?, afirmou Bush, em seu pronunciamento realizado em Cincinnati (Ohio, EUA), às 21h (horário de Brasília). O público aplaudiu Bush de pé. Segundo Bush, Saddam retomou seu programa para obter armas nucleares, abriga terroristas e possui armas de destruição em massa. O Iraque também poderá entregar armas químicas e biológicas a grupos terroristas, que aliados ao regime iraquiano atacariam os Estados Unidos, afirmou Bush. Ele disse ainda temer que Saddam use aviões sem tripulação para atacar os EUA e outros países com as armas químicas. O presidente destacou ainda que a resolução do Congresso sobre o Iraque não implica necessariamente no uso da força contra Bagdá, mas que em um eventual ataque americano, os generais iraquianos poderão ser acusados de crimes de guerra se cumprirem as ordens ?cruéis e desesperadas? de Saddam Hussein. ?Se Saddam Hussein ordenar tais medidas, seus generais deverão rejeitá-las. Se não fizerem isto, devem entender que serão perseguidos e castigados por crimes de guerra?, alertou Bush. Com a previsão de que o Congresso conceda ao presidente Bush, os poderes que ele deseja para atacar o Iraque, dois potenciais candidatos presidenciais democratas disseram ontem que o presidente norte-americano está atrapalhando as relações com aliados e subestimando as dificuldades de reconstrução do Iraque. Os senadores John Edwards (Carolina do Norte) e Joseph Lieberman (Connecticut), ambos possíveis candidatos a presidente em 2004, criticaram as políticas de Bush em relação ao Iraque e ao exterior em geral, apesar de apoiarem a resolução que permite o uso da força que o Congresso está debatendo. Edwards, em discurso duro, culpou Bush por ser lento em conseguir apoio internacional, por fazer um esforço inadequado na Rússia, por não obstruir o fluxo de materiais para armas de destruição em massa e por insistir em uma ?nova doutrina que sugere um direito americano único de usar a força em qualquer lugar e quando decidir ser apropriado?.

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