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Nº 5754
Internacional

Bush promete “f�ria total” contra o Iraque

Knoxville (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ameaçou ontem usar a “fúria total” dos militares americanos em caso de necessidade de forçar o Iraque a abandonar seus programas de armas. No entanto, o presidente iraquiano, Saddam Hussei

Por | Edição do dia 09/10/2002 - Matéria atualizada em 09/10/2002 às 00h00

Knoxville (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ameaçou ontem usar a “fúria total” dos militares americanos em caso de necessidade de forçar o Iraque a abandonar seus programas de armas. No entanto, o presidente iraquiano, Saddam Hussein, continua desafiando a retórica beligerante dos Estados Unidos. Em Bagdá, Saddam disse que as ameaças foram provocadas pelo fracasso do líder norte-americano em fazer os iraquianos se curvarem. “A razão para a raiva é clara. É por causa de sua inflexível disposição diante do mal, pressão e agressão”, disse o presidente iraquiano. Em discursos de campanha em apoio a republicanos que concorrem nas eleições de 5 de novembro, Bush reiterou que a guerra contra o Iraque não é iminente nem inevitável. Mas advertiu os norte-americanos de que as supostas armas biológicas e químicas do Iraque podem representar uma ameaça impensável aos Estados Unidos se caírem na mãos de homens-bomba como os que atacaram em 11 de setembro de 2001. “Comprometer nossos militares com a via danosa é minha última escolha”, disse Bush durante almoço de doações políticas. “Se tivermos que usar a força total, a fúria dos militares dos Estados Unidos serão lançadas e, não tenham dúvida, venceremos”. O discurso de Bush de anteontem despertou esperança em políticos do mundo inteiro de que a diplomacia possa acabar com a crise. Acordo na ONU No campo diplomático, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse em Washington que membros do Conselho de Segurança da ONU aproximaram-se de um acordo sobre a necessidade de uma nova resolução dando mais poder aos inspetores de armas. O Iraque afirma que permitirá a volta dos inspetores de armas, mas sob as antigas regras da ONU, menos rigorosas. O centro da negociação agora é como as resoluções da ONU devem apresentar a ameaça de força se o Iraque não cumprir as exigências, disse Powell a repórteres. “Há agora, acredito, uma visão convergindo para a necessidade de uma nova resolução com padrões de inspeção rígidos”, disse. A Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, disse na terça-feira que pode apoiar uma ação mais dura da ONU no Iraque, mas prefere a posição mais cautelosa da França à dos EUA. A Casa Branca divulgou ontem duas fotos de satélites que reforçam a afirmação do presidente George W. Bush segundo a qual o Iraque teria reiniciado seus planos para produzir armas nuclear, biológica e química. As fotos mostram três fábricas no Iraque que, segundo os EUA, fazem parte do esquema de produção de armas químicas e desenvolvimento nuclear, incluindo uma que foi destruída em 1998 por ataques aéreos das forças aliadas, informou a Casa Branca.

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