Internacional
Lobby das armas sofre ofensiva
Washington, EUA ? A comoção provocada pela morte de 20 crianças e seis adultos por um atirador na última sexta em uma escola em Newtown está produzindo reações no meio político e corporativo dos EUA que sinalizam mudança de tom no debate sobre armas no país. Ontem, a Casa Branca declarou que o presidente Barack Obama vai procurar, nas próximas semanas, maneiras de enrijecer as regras para venda de armas, sem dar detalhes. O democrata já telefonou a um senador pró-armas e convocou membros de seu gabinete para debater o tema. Segundo o porta-voz Jay Carner, Obama apoia a ideia da senadora Dianne Feinstein de propor o restabelecimento de uma lei que vetava a venda de fuzis automáticos, que disparam rajadas. Ele também deve avaliar medidas para melhorar o tratamento de doenças mentais. O presidente, que até então vinha se mantendo vago sobre o tema e se limitando a prometer ?medidas significativas?, não foi o único a reagir ao que se enuncia como mudança na opinião pública. O fundo de investimentos Cerberus anunciou ontem que venderia sua participação na fabricante de armas Freedom Group, que produz o fuzil usado por Adam Lanza na chacina em Newtown.