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Nº 5718
Internacional

R�ssia silencia sobre g�s que matou ref�ns

Moscou – O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Alexander Vershbow, disse ontem que a recusa do governo de Moscou em revelar informações sobre o gás usado para acabar com o cerco de rebeldes tchetchenos a um teatro pode ter custado vidas. “Lamentamos

Por | Edição do dia 30/10/2002 - Matéria atualizada em 30/10/2002 às 00h00

Moscou – O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Alexander Vershbow, disse ontem que a recusa do governo de Moscou em revelar informações sobre o gás usado para acabar com o cerco de rebeldes tchetchenos a um teatro pode ter custado vidas. “Lamentamos que a falta de informação tenha contribuído para a confusão depois que a operação imediata para libertar os reféns tinha acabado”, disse Vershbow em uma entrevista coletiva. Para o presidente russo, “está claro que, talvez um pouco mais de informação, alguns reféns poderiam ter sobrevivido”. Ele voltou a repetir as declarações de que o gás usado era derivado de ópio. A ação de resgate feita pela polícia russa deixou um saldo 115 mortos, todos por intoxicação do gás utilizado pelos russos na invasão do teatro. Outros dois reféns morreram baleados pelos rebeldes tchetchenos. A Rússia não divulgou qual foi o gás usado no incidente. Os 50 rebeldes que atuaram na tomada do teatro morreram. Ontem, a Rússia intensificou sua guerra contra os separatistas tchetchenos em cumprimento ao novo plano antiterrorista militar, cuja execução foi autorizada pelo presidente Vladimir Putin. A polícia deteve dezenas de pessoas suspeitas de envolvimento no sequestro que durou três dias. A Anistia Internacional (AI) criticou o governo russo por meio de um relatório. Segundo a organização, “a tortura, as violações e os desaparecimentos são moeda corrente na Rússia, país sem verdadeira justiça apesar das leis existentes’’. A publicação deste relatório, redigido em junho, coincide com o lançamento de uma campanha na Rússia, denominada “justiça para todos”, que se esforçará para ressaltar o fosso separando a proteção teórica dos direitos fundamentais e a realidade, de acordo a AI.

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