Internacional
Atua��o de Bergoglio durante os anos de chumbo divide argentinos
Buenos Aires, Argentina ? O clima na Argentina ainda é de euforia pela eleição do papa Francisco, mas a polêmica sobre um suposto vínculo dele com a ditadura militar se instalou na imprensa local. ?Bergoglio representa essa Igreja que obscureceu a história do país?, disse a presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto. Segundo ela, a hierarquia católica ocultou, direta ou indiretamente, os atos de terrorismo de Estado?. O jornalista Horácio Verbitsky, que denunciou o suposto envolvimento de Bergoglio com a ditadura, publicou um artigo em que reitera as denúncias e classifica o novo papa de ?conservador populista?. Nomes importantes na área de direitos humanos no país defendem Bergoglio. O prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel foi o primeiro a sair em sua defesa, embora tenha apontado a ?falta de coragem? do agora papa para abraçar a defesa veemente dos perseguidos pelos militares. Também a ex-senadora Graciela Fernández Meijide, que integrou a comissão que investigou os casos de terrorismo de Estado, desvinculou o nome de Bergoglio com a ditadura. ?