Internacional
Egito: militares d�o ultimato ao governo
São Paulo, SP ? As Forças Armadas do Egito deram um ultimato de 48 horas ao presidente Mohamed Mursi e à oposição para chegarem a um acordo visando resolver o impasse político criado pelos protestos que pedem a renúncia do mandatário e a convocação de novas eleições. As manifestações, que começaram no fim de semana, tiveram confrontos intensos e deixaram 16 mortos e 781 feridos. Mursi completou na segunda-feira um ano de governo e é o primeiro presidente eleito desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. QUARTA-FEIRA Em comunicado, o general Abdel Fattah al-Sisi disse que os militares apresentarão ?seu projeto político? caso as forças do país não cheguem a um acordo até a próxima quarta-feira. ?Se os desejos do povo não são encarados neste período, nós teremos a incumbência de anunciar um mapa para o futuro?. Segundo o militar, o projeto convocado será apenas supervisionado pelo grupo, incluindo a participação de todos os atores nacionais e a juventude. Ele, no entanto, descarta a participação das Forças Armadas na política ou no governo. Para ele, as manifestações pedindo a renúncia de Mursi marcam ?uma expressão sem precedentes da vontade popular?, que deve ser respondida pelas forças políticas sem perder tempo. Em entrevista na Tanzânia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a Mursi e à oposição que trabalhem em conjunto para avançar as reformas democráticas no país. Ele também lembrou que as reformas são uma das exigências para a manutenção da ajuda econômica americana ao Egito.