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Nº 5750
Internacional

Iraque aceita imposi��es sobre inspe��o de armas

Bagdá – A televisão estatal iraquiana leu ontem o texto da carta de aceitação por Bagdá da resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desarmamento iraquiano, que foi entregue pouco antes na sede da organização, em Nova Iorque. Por meio de um

Por | Edição do dia 14/11/2002 - Matéria atualizada em 14/11/2002 às 00h00

Bagdá – A televisão estatal iraquiana leu ontem o texto da carta de aceitação por Bagdá da resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desarmamento iraquiano, que foi entregue pouco antes na sede da organização, em Nova Iorque. Por meio de um diplomata árabe, o governo de Saddam Hussein havia anunciado mais cedo que vai aceitar de forma incondicional a nova resolução, aprovada por unanimidade (15x0) pelo Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira (8). A resposta foi formalizada por meio de uma carta entregue ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan. “Eu enviei uma carta para o escritório do secretário-geral da ONU”, disse o embaixador do Iraque na organização, Mohamed Aldouri. Na carta, assinada pelo ministro das Relações Exteriores Naji Sabri, o Iraque reitera que o país não possui armas de destruição em massa. “Nós explicamos na carta que o Iraque não tem e não terá armas de destruição em massa... nós não estamos preocupados com o retorno dos inspetores”, disse Aldouri. “Vamos acatar a resolução 1441, apesar de seu conteúdo negativo”, afirma a carta. Sabri acusou os EUA e o Reino Unido, autores do texto, de manipular a opinião mundial com objetivos pessoais e de ajudar Israel. Sabri escreveu, segundo um tradutor não oficial ouvido pela agência Reuters, que “as mentiras e manipulações da administração americana e do governo britânico serão expostas, enquanto o mundo verá quão verdadeiros são os iraquianos no que dizem e fazem”. Os Estados Unidos receberam com cautela a aceitação incondicional do Iraque à resolução do Conselho de Segurança da ONU que exige que o país se desarme, afirmando que Bagdá não tinha outra opção. Segundo Scott McClellan, um porta-voz da Casa Branca, o país árabe deve dar novos sinais de sua cooperação. Os inspetores de desarmamento da ONU precisam de “vários meses ou até um ano” antes de ter uma idéia clara dos programas nucleares iraquianos, declarou hoje em Washington o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed El-Baradei.

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