Internacional
EUA executam mais dois�homens com inje��o letal
Huntsville ? Um homem da cidade do Kansas, que atirou e matou um amigo porque queria o carro dele, foi executado na manhã de ontem no Estado de Missouri, mesmo após alegações de que ele teria lesões cerebrais e passou por abusos na infância. William Jones Jr., 37 anos, morreu às 4h04 (horário de Brasília) na Penitenciária de Potosi, após receber uma injeção de drogas letais. Ele foi sentenciado à morte por ter assassinado o amigo Stanley Albert, em 1986, quando pegava uma carona em seu novo Camaro branco. De acordo com os investigadores, Jones atirou cinco vezes em Albert e escondeu o corpo em um parque de Kansas, antes de voltar para sua casa dirigindo o carro e mostrá-lo aos amigos. Autoridades penitenciárias informaram que as últimas palavras de Jones incluíram um pedido de desculpa à família da vítima, mas também um apelo aos seus executores. ?Lamento o que aconteceu. Não mereço a morte por isso. Para a família da vítima: isso realmente dá a vocês uma sensação de conclusão ou apenas vingança??, disseram autoridades reproduzindo as palavras de Jones. Sua mulher e um grupo de defensores afirmaram que lesões cerebrais sofridas durante a infância de Jones e em um ataque poucos meses antes do assassinato o deixaram com problemas de controle da raiva. Em outro Estado norte-americano, no Texas, um homem também foi executado anteontem por ter matado um policial de Houston há cerca de 13 anos, na primeira de duas execuções marcadas para esta semana. Craig Ogan, 47, também recebeu injeção letal pelo assassinato de James Boswell, em 9 de dezembro de 1989. A execução de Ogan, um ex-informante da Drug Enforcement Agency, foi feita com uma hora de atraso, porque a Suprema Corte decidiu ouvir, mas rejeitou, uma última apelação. Em seu comunicado final, Ogan culpou Boswell pela própria morte e disse ter evidências de que o policial sofreu um ferimento na cabeça que o deixou ?cheio de raiva?. Ogan atirou contra Boswell após correr atrás da viatura do policial, dizendo que era um informante e pedindo atenção imediata do oficial. Ele continuou pressionando Boswell, que o ignorou.