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Nº 5754
Internacional

Aster�ide devastador colide com a Terra a cada mil anos

A maioria dos cientistas concorda que os asteróides com mais de um quilômetro de diâmetro, capazes de destruir civilizações inteiras, são uma preocupação que só se justifica a cada punhado de dezenas de milhões de anos. Mas novos cálculos mostram que bóli

Por | Edição do dia 22/11/2002 - Matéria atualizada em 22/11/2002 às 00h00

A maioria dos cientistas concorda que os asteróides com mais de um quilômetro de diâmetro, capazes de destruir civilizações inteiras, são uma preocupação que só se justifica a cada punhado de dezenas de milhões de anos. Mas novos cálculos mostram que bólidos mais modestos, com 50 metros de diâmetro e a capacidade de destruir uma cidade, despencam do céu uma vez por milênio. Na verdade, trata-se de boa notícia. Estimativas anteriores sugeriam que um evento desses ocorresse em média a cada 200 ou 300 anos. Os novos cálculos, aprimorados com o uso de informação antes mantida secreta pelo governo americano, oferecem uma estimativa mais precisa sobre a periodicidade desses episódios. Durante os últimos oito anos, uma rede de satélites do Departamento de Defesa dos EUA tem monitorado a atmosfera terrestre com o objetivo de detectar explosões – obviamente na tentativa de monitorar o uso de armamento nuclear ao redor do globo. Registros de bomba atômica nunca apareceram, mas, em compensação, o sistema foi capaz de apontar diversos eventos de explosões – todas causadas pela entrada de pequenos asteróides na atmosfera da Terra e sua subsequente quebra pelo atrito com o ar. Para os militares a coisa acabou não sendo lá muito útil, mas os dados se tornaram um prato cheio para os astrônomos. “Em oito anos, detectamos  mais de 300 eventos, graças ao  nosso sistema de calibragem dos  dados de satélite”, conta Douglas  Revelle, do Laboratório Nacional  de Los Alamos, um dos autores  do estudo, que foi publicado na  edição de ontem da revista britânica “Nature” (www.nature.com). Incidências de rochas espaciais de poucos metros de diâmetro na atmosfera acontecem com razoável freqüência –anualmente, segundo os pesquisadores. “Esses corpos medidos em metros são interessantes cientificamente, mas não oferecem absolutamente nenhum perigo aos humanos”, diz Robert Jedicke, da Universidade do Arizona, escolhido pela “Nature” para comentar o estudo. A ameaça só existe quando os bólidos têm 50 metros ou mais.

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